A dois passos do paraíso

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Por Roberto Kuppê (*)

Estou a dois passos do paraíso. Não sei se vou voltar. Há mais de um mês longe das redes sociais (Instagram, Facebook e X), não estou sentido falta alguma. Muito pelo contrário. Estou me sentindo deveras aliviado. É como se deixasse de usar drogas ou de ingerir bebidas alcoólicas. Era um vício. Tô limpo. Há tempos que não me sinto angustiado, nervoso, aprisionado, tenso e envenenado pelas redes sociais. Era tóxico demais.

Por enquanto não penso em voltar. Postar onde estou, o que estou comendo, jamais. Brigar com amigos que passam a ser inimigos, jamais. Proferir palavrões em respostas contra fake news, jamais. Só aceito arengar com a ultra direitista Gisele Maiolino (risos). Já a bloqueei três vezes, mas voltei. Ela é do bem. Com mais de 60 anos de idade, não tenho tempo a perder com colegiais. Eles que são adolescentes que lutem. Tô fora.

⁠Existe vida fora das redes sociais. Existem viagens dentro dos livros. Existe busca fora do Google. Existem tantas coisas pra preencher o vazio. É só querer...... Frase de Vera Regina Silva.Claro, ainda estou na internet, no Zap que é menos tóxico. Voltei a ler livros, mas não deixei de assistir a documentários, filmes e séries. Hoje assisto a pelo menos dois filmes, uma ou duas séries por dia. Só entre sexta e ontem, sábado, além dos telejornais de sempre, assisti aos oito capítulos disponíveis de “DNA do Crime”, na Globoplay. Na Netflix assisti ao filme “Respect, a história de Aretha Franklin”,  dois longas (Nos vemos em Vênus e Últimos sobreviventes) além de dois filmes sobre Natal. Tô assistindo “FIM”, da Globoplay (muito bom, recomendo). Ontem ainda dei uma assistidazainha no Altas Horas. Já assisti ao documentário sobre o Eurico Miranda (Vasco), as séries Vale o escrito, Codex 632, As aventuras de José e Durval, dentre outras menos cotadas como “Chucky”.

Acordei neste domingo às 11 horas (hora de Brasília). Tomei um café rápido e estou a escrever, bem descontraído, bem dormido e tranquilo. Na sexta eu sonhei até com o Roberto Carlos. Levei uma música num CD para ele gravar. Estava acordado que ele ia me pagar R$ 12.500 pela letra e música. Com ignorância, me pagou só R$ 350. Ficou me devendo R$ 12.150 o fdp. Risos.

Dentre estas e outras coisas, a distância ou o fim das minhas relações com as redes sociais está me fazendo muito bem. Chega de ler fake news e ter que responder colericamente. Dava raiva de ver seres humanos espalhando notícias falsas contra outros seres humanos no sentido de prejudicar. Desumanos.

É impressionante a maneira como age esta nova “oposição”. Extremamente de direita, terrivelmente evangélicos, agem como se fossem criminosos. Saudades dos coxinhas de então, lembram? Não tinha ataques pessoais. Não tinha ataques raivosos. Parece que vivemos esse horror há muito tempo, mas, não! Isso vem acontecendo desde as eleições presidenciais de 2018.

Na verdade, começou em 2015 com o movimento dos 20 centavos organizado pelo MBL. Eles protestavam na época contra um aumento de 20 centavos nas passagens de ônibus coletivo na capital de São Paulo. Depois se espalhou pelo Brasil contra os políticos e contra a presidenta Dilma, levando-a ao impeachment sem quê nem porquê. Daí em diante surgiu uma oposição raivosa que encontrou um candidato raivoso para chamar de seu. Deu no que deu.

Eles continuam vivos porque o ideal deles, de destruição da democracia e de nossas instituições, continua aceso. Estão firmes no propósito de desconstruir o governo Lula, para a volta de um governo tirano e inconsequente. Irresponsáveis, eles não medem esforços, nem que isso signifique prejudicar os projetos sociais que estão beneficiando milhões de brasileiros.

Com o governo de vento em popa, obras para tudo o que é lado, queda do desemprego, inflação quase zero, não há nada que justifique derrubar o governo Lula. Mas, eles querem. “Ah, Lula é ditador comunista”. Como? Ele entregou quase a metade do governo para a oposição (leia-se Centrão). Tem como vice um Alckmin que é o representante genuíno da direita. Lula está fazendo o melhor governo do que os anteriores. E está só no começo.

Se deixarem, Lula vai transformar o Brasil numa Suíça (sem a neve). Já somos uma das melhores economias do Mundo. Estamos no rumo certo. O povo voltou a ser feliz. Voltou às compras. Além de picanha, estamos comendo filet mignon. Os churrascos com a família e amigos voltaram. Por que eles (a direita raivosa) quer acabar com isso?

Terminando, hoje tem eleição na Argentina. O futuro dos hermanos está nas mãos dos eleitores que escolherão o próximo presidente da Reública, entre o ruim e o pior. Sérgio Massa que venceu o primeiro turno, precisa vencer. É do time do atual governo que impôs uma inflação de mais de 140 por cento, mas é bem melhor que o louco do Javier Melei El Rego.

Que Deus salve a nação Argentina!

(*) Roberto Kuppê é jornalista e articulista político

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