Senadores de RO: Marcos Rogério (DEM), Confúcio Moura (MDB) e Acir Gurgacz (PDT)

Rômulo Ávila

O contribuinte brasileiro paga caro para manter os 81 senadores. Levantamento feito pelo Dom Total mostra que R$ 19 milhões de dinheiro público foram gastos pelos senadores brasileiros com a chamada cota de atividade parlamentar. O Brasil tem o maior rendimento para deputados e senadores da região, seguido de Chile, Colômbia e México. O custo anual com apenas um senador pode superar R$ 3 milhões, caso o parlamentar faça uso de todos benefícios disponíveis.

Um senador tem direito a salário mensal de R$ 33.763, auxílio-moradia de R$ 5.500, cota de serviços gráficos de R$ 8.500, cota parlamentar de R$ 41.844,45 e verba de gabinete de R$ 160 mil para contratar até 55 servidores comissionados. Eleito pelo Distrito Federal, Izalci Lucas (PSDB) é o recordista de contratações. Conforme o portal da transparência do Senado, ele preencheu as 55 vagas abertas e ainda conta com cinco funcionários concursados. Total de 60 servidores, alguns com salários que superam R$ 20 mil, valor bem acima do pago pela iniciativa privada.

Procurado, Izalci Lucas (PSDB) não respondeu aos questionamentos da reportagem. Izalci Lucas não é o único a ter dezenas de funcionários à disposição. O ex-presidente Fernando Collor (PROS), de Alagoas, e Eduardo Gomes (MDB), de Tocantins, aparecem em segundo, com 39 funcionários cada um, a maioria comissionados.

Weverton (PDT), eleito pelo Maranhão, e Veneziano Vital do Rêgo (PSB), da Paraíba, aparecem na sequência com 37 e 32 funcionários, respectivamente. Como os demais colegas, a maioria é indicação.

Professor de Direito Constitucional, Arthur Guerra critica o número excessivo de assessores disponível para cada gabinete e também os vários benefícios à disposição dos parlamentares. “São vários assessores, cerca de 50 a 60, dependendo dos gabinetes que nós estamos falando. Existem, sim, os concursados, os que possuem cargos públicos junto ao Senado Federal com atribuições e requisitos pré-estabelecidos e selecionados, mas existem os que vivem apenas da coisa pública, através de cargos comissionados. Eles mamam mesmo nas tetas do Estado”.

Alguns parlamentares não têm gastos com cota parlamentar listados no portal. São eles: Leila Barros (PSD), Reguffe (Podemos), Luiz Pastore (MDB) e Jorge Kajuru (Cidadania).

Minas

Antonio Anastasia (PSDB), Carlos Viana (PSD) e Rodrigo Pacheco (DEM), representantes de Minas na Casa, gastaram mais de R$ 730 mil da cota e R$ 105 mil com despesas não inclusas totalizando R$ 838.356,08. Os três têm, no total, 51 funcionários.

Antonio Anastasia gastou R$ 257.261,47 da cota, além de R$ 53.244,88 de valores não inclusos, as chamadas despesas extras. Ele tem 17 funcionários. Já Rodrigo Pacheco usou R$ 247.200,87 e R$ 35.271,11 de despesas extras. São 19 servidores a serviço dele. Carlos Viana, que tem 15 funcionários, usou R$ 232.785,56 da cota e R$ 17.447,15 de valores não inclusos no pacote.

Carlos Viana ressalta que o tamanho de Minas Gerais, estado com 853 municípios, é um dificultado na hora de economizar, pois a demanda de prefeitos, assessores é grande.

Já Anastasia diz que todos os gastos do seu gabinete estão concentrados em dois eixos: aluguel do escritório na capital mineira e deslocamentos entre Brasília e Belo Horizonte. Garante que os recursos públicos são usados com responsabilidade e sem desperdício. Destaca ainda o fato de ser relator de mais de 300 matérias no Congresso Nacional e de ser o segundo maior número de relatorias.

Rodrigo Pacheco disse, em nota, que “os gastos estão bem abaixo do limite estabelecido para o exercício da atividade parlamentar de senador e são condizentes com um mandato responsável e que prioriza a eficiência nas suas ações”.

Gasto com a cota de atividade parlamentar (Pesquisa feita até novembro):

Senadores do Acre
Mailza Gomes (PP) – R$ 407.260,55
Marcio Bittar (MDB) – R$ 341.743,59
Sérgio Petecão (PSD) – R$ 289.489,58

Senadores de Alagoas
Fernando Collor (PROS) – R$ 177.505,69
Renan Calheiros (MDB) – R$ 165.272,21
Rodrigo Cunha (PSDB) – R$ 259.811,95

Senadores do Amazonas
Eduardo Braga (MDB) – Total R$ 487.008,60
Omar Aziz (PSD) – Total R$ 461.235,03
Plínio Valério (PSDB) – Total R$ 248.175,25

Senadores do Amapá
Davi Alcolumbre (DEM) – R$ 81.695,89
Lucas Barreto (PSD) – R$ 237.092,33
Randolfe Rodrigues (REDE) – R$ 283.740,59

Senadores da Bahia
Angelo Coronel (PSD) – R$ 30.539,56
Jaques Wagner (PT) – R$ 227.807,80
Otto Alencar (PSD) – R$ 134.141,84

Senadores do Ceará
Cid Gomes (PDT) – R$ 105.588,62
Eduardo Girão (PODEMOS) – R$ 13.202,35
Tasso Jereissati (PSDB) – R$ 165.633,95

Distrito Federal
Izalci Lucas (PSDB) – R$ 173.166,96
Leila Barros (PSB) – R$ 0,00 (sem registros)
Reguffe (PODEMOS) – R$ 0,00 (sem registros)

Senadores do Espírito Santo
Fabiano Contarato (REDE) – R$ 56.409,48
Luiz Pastore (MDB) – R$ 0,00 (sem registros)
Marcos do Val (PODEMOS) – R$ 192.697,92

Senadores de Goiás
Jorge Kajuru (CIDADANIA) – R$ 0,00 (sem registro de gastos)
Luiz do Carmo (MDB) – R$ 169.108,37
Vanderlan Cardoso (PP) – R$ 86.713,49

Senadores do Maranhão
Eliziane Gama (CIDADANIA) – R$ 357.397,85
Roberto Rocha (PSDB) – R$ 340.720,49
Weverton (PDT) – R$ 311.989,89

Senadores de Mato Grosso
Jayme Campos (DEM) – R$ 143.820,58
Juíza Selma (PODEMOS) – R$ 291.852,47
Wellington Fagundes (PL) – R$ 303.121,84

Senadores de Mato Grosso do Sul
Nelsinho Trad (PSD) – R$ 261.459,26
Simone Tebet (MDB) – R$ 109.329,64
Soraya Thronicke (PSL) – R$ 208.759,99

Senadores de Minas Gerais
Antonio Anastasia (PSDB) – R$ 257.261,47
Carlos Viana (PSD) – R$ 232.785,56
Rodrigo Pachego (DEM) – R$ 247.200,87

Senadores do Pará
Jader Barbalho (MDB) – R$ 278.020,26
Paulo Rocha (PT) – R$ 412.055,99
Zequinha Marinho (PSC) – R$ 372.238,07

Senadores da Paraíba
Daniella Ribeiro (PP) – R$ 229.680,88
José Maranhão (MDB) – R$ 238.249,14
Veneziano Vital do Rêgo – R$ 276.142,29

Senadores do Paraná
Alvaro Dias (PODEMOS) – R$ 91.638,53
Flávio Arns (REDE) – R$ 176.658,63
Oriovisto Guimarães (PODEMOS) – R$ 68.223,31

Senadores de Pernambuco
Fernando Bezerra Coelho (MDB) – R$ 335.809,22
Humberto Costa (PT) – R$ 355.214,10
Jarbas Vasconcelos (MDB) – R$ 360.836,72

Senadores do Piauí
Ciro Nogueira (PP) – R$ 325.795,74
Elmano Férrer  (Podemos) – R$ 367.157,57
Marcelo Castro (MDB) – 276.949,37

Senadores do Rio de Janeiro
Arolde de Oliveira ( PSD) – R$ 258.878,59
Flávio Bolsonaro (Sem partido) – R$ 133.167,97
Romário (Podemos) – R$ 329.725,54

Senadores do Rio Grande do Norte
Jean Paul Prates (PT) – R$ 306.710,96
Styvenson Valentim (PODEMOS) – R$ 63.873,68
Zenaide Maia (PROS) – R$ 312.429,51

Senadores do Rio Grande do Sul
Lasier Martins (PODEMOS) – R$ 177.182,19
Luís Carlos Heinze (PP) – R$ 256.921,08
Paulo Paim (PT) – R$  291.510,11

Senadores de Rondônia
Acir Gurgacz (PDT) – R$ 216.527,61
Confúcio Moura (MDB) – R$ 164.202,36
Marcos Rogério (DEM) – R$ 235.146,24

Senadores de Roraima

Chico Rodrigues (DEM) – R$ 274.216,95
Mecias de Jesus (Republicanos) – R$ 406.493,01
Telmário Mota (PROS) – R$ 406.153,97

Senadores de Santa Catarina
Dário Berger (MDB) – R$ 229.236,62
Esperidião Amin (PP) – R$ 307.247,89
Jorginho Mello (PL) – R$ 274.004,39

Senadores de São Paulo
José Serra (PSDB) – R$ 248.911,59
Major Olímpio (PSL) – R$ 243.848,88
Mara Gabrilli (PSDB) – R$ 273.623,48

Senadores de Sergipe
Alessandro Vieira (Cidadania) – R$ 365.943,25
Maria do Carmos Alves (DEM) – R$ 104.155,47
Rogério Carvalho (PT) – R$ 363.757,19

Senadores do Tocantins
Eduardo Gomes (MDB) – R$ 170.315,18
Irajá (PSD) – R$ 197.286,04
Kátia Abreu (PDT) – R$ 190.400,84

Fonte: Dom Total

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