Prefeitura reforça combate ao tabagismo em Porto Velho

O Dia Mundial Sem Tabaco, celebrado anualmente em 31 de maio, será marcado por iniciativas da Prefeitura de Porto Velho, que incluem alertas sobre doenças e mortes evitáveis relacionadas ao uso do tabaco. A data em que o mundo volta suas atenções para a prevenção aos males causados pelo tabagismo foi criada em 1987, pela Organização Mundial de Saúde (OMS).

Em Porto Velho, além dos programas de combate ao tabagismo, a Prefeitura fará a capacitação de profissionais das Unidades Básicas de Saúde da Zona Rural dos distritos de Ponta do Abunã e dos localizados na região do Baixo Madeira com cursos de qualificação sobre o tratamento dos fumantes.

Os cursos são divididos em dois momentos, que acontecerão nos dias 23 e 30 de junho, no auditório da Secretaria Municipal de Saúde (Semusa). Além do treinamento, também haverá campanhas educativas.

Todas as unidades de saúde de Porto Velho foram orientadas para que realizem atos simbólicos e atividades educativas utilizando o tema estabelecido pela OMS para este ano, que é “Comprometa-se a parar de fumar”.

Segundo Cleide Silva Davy, coordenadora do Programa do Tabagismo do Departamento de Atenção Básica da Semusa, o momento é ainda mais importante devido à pandemia da Covid-19. “Vamos alertar sobre o uso de produtos derivados do tabaco e mostrar que este é um fator de risco para transmissão do coronavírus. Também vamos desestimular a iniciação do consumo de produtos de tabaco por crianças, jovens e adolescentes”, detalhou.

Atualmente todas as UBS da zona urbana contam com programa antitabagismo. Os usuários de tabaco podem buscar atendimento na unidade mais próxima da sua residência ou pedir assistência ao agente comunitário de Saúde do bairro.

“A abordagem intensiva é oferecida a todas as pessoas que desejam parar de fumar. O tratamento é feito em sessões periódicas, de preferência em grupos de apoio, mas pode ser realizado individualmente”, explicou a coordenadora.

No atendimento são prestadas informações sobre os riscos decorrentes do tabagismo e estímulo ao autocontrole para que o indivíduo aprenda a escapar do ciclo da dependência e a tornar-se um agente de mudança de seu próprio comportamento.

Os medicamentos utilizados no tratamento são oferecidos pelo Ministério da Saúde e estão disponíveis nas unidades de atenção básica da capital.O tabagismo é reconhecido como uma doença crônica, causada pela dependência à nicotina presente nos produtos à base de tabaco, e é o maior fator de risco evitável de adoecimentos e mortes no mundo.

RISCOS

A dependência à nicotina obriga os fumantes a se exporem cronicamente a aproximadamente 4.720 substâncias, muitas delas tóxicas. Pode causar aproximadamente 50 doenças, que incluem vários tipos de câncer (pulmão, laringe, faringe, esôfago, estômago, pâncreas, fígado, rim, bexiga, colo de útero, leucemia), doenças do aparelho respiratório (enfisema pulmonar, bronquite crônica, asma, infecções respiratórias) e doenças cardiovasculares (angina, infarto agudo do miocárdio, hipertensão arterial, aneurismas, acidente vascular cerebral, tromboses.

Além dos prejudiciais efeitos à saúde dos fumantes, o tabagismo atinge também os não fumantes com quem eles convivem em ambientes fechados. A exposição involuntária à fumaça do tabaco pode acarretar, ainda, reações alérgicas (rinite, tosse, conjuntivite, exacerbação de asma) em curto período.

Superintendência Municipal de Comunicação (SMC)

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