O Porto de Porto Velho completa, segunda-feira (20), 45 anos de existência e funcionamento ininterrupto para escoamento de produtos diversificados, levando o abastecimento da produção do estado de Rondônia e estados vizinhos. Compõem a área de influência primária que abrange, além de Rondônia, o sul do estado do Amazonas e o leste do estado do Acre, bem como o estado do Mato Grosso, visto que o Porto movimenta cargas originadas daquela localidade.

A obra de construção do poligonal portuário teve início em 1973, pelo Departamento Nacional de Portos e Vias Navegáveis (DNPVN) do Ministério dos Transportes. O Porto de Porto Velho existia apenas para servir a uma unidade do exército. Durante a construção da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré (EFMM), esse porto tornou-se o principal a serviço da obra e a própria cidade, que teria seu destino ligado à ferrovia, foi planejada ao seu redor na primeira década do século XX.

Quando da construção de um terminal de operações denominado Roll-on/Roll-off em 1976, o Porto já era responsabilidade da Empresa de Portos do Brasil S.A. (Portobras). Em 9 de janeiro de 1982 o território de Rondônia foi transformado em Estado e somente em 31 de janeiro de 1985 houve a composição da Administração do Porto de Porto Velho, subordinada à Companhia Docas do Pará (CDP).

Cerca de 10 anos depois, o Porto foi transformado em porto graneleiro, equipado e ampliado para o escoamento da produção de soja pela hidrovia do rio Madeira, via porto de Itacoatiara (AM) com destino aos diversos mercados internacionais, como ainda é atualmente.

Finalmente, em 12 de novembro de 1997, foi firmado o Convênio nº 006/97 entre o Ministério dos Transportes e o estado de Rondônia, no qual delegou à Sociedade de Portos e Hidrovias de Rondônia (Soph) a administração e exploração do Porto de Porto Velho. Este convênio, completa em 2020, 23 anos de existência.

De acordo com dados da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ), as produções de granéis agrícolas (soja e milho) e carga geral têm acesso a Porto Velho, especialmente através do modal rodoviário (BR-364) para então realizar, à jusante do rio Madeira, o percurso via barcaça até os portos de Itacoatiara (AM) e Santarém (PA), onde ocorre a distribuição das cargas em navios de longo curso, seja para o mercado interno ou externo. Nesse sentido, em 2019, soja e milho foram responsáveis por quase 85% do transporte de carga no rio Madeira. No que se refere às cargas que sobem o rio, merece destaque o transporte de fertilizantes e adubos, combustíveis e óleos minerais, semirreboque baú (ou Ro-Ro caboclo), produtos químicos orgânicos, entre outros.

Fonte: Secom

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