O resgate de Lula 2

0
192

Por Roberto Kuppê (*)

As vezes esse que vos escreve o faz sob forte emoção. É o caso deste artigo. O resgate dos 32 brasileiros (e palestinos) na última terça-feira, realizado com sucesso, é motivo sim de se emocionar. A recepção pelo presidente Lula na Base Aérea de Brasília foi acompanhada por milhões de emocionados brasileiros, comovendo também apresentadores de TV que fizeram esforços para não chorar. Eu não vou mentir, chorei.

Deus, Pátria e Família. Esse mantra milhares de vezes proferidos no passado, estava ali, naquela noite, exemplificado. Os resgatados agradeceram primeiro a Deus, pelo salvamento de uma morte que era iminente. O retorno à Pátria amada Brasil, que antes era apenas um infame slogan, naquela noite se transformou no verdadeiro patriotismo. E, finalmente, Lula reuniu parentes que estavam separados pela guerra, dando o verdadeiro significado de Família.

Pode ser uma imagem de 4 pessoas e texto que diz "Pedro Ronchi @PedroRonchi2 'Comunista' salvando vidas numa Guerra// cristão imitando pessoas morrendo sem oxigênio numa pandemia @PATOARREPENDIDO UMA ESCOLHA DIFÍCIL"Quando o ex e agora tri-inelegível teve a oportunidade de demonstrar seu amor à Deus, devoção à Pátria e apreço pela Família, ele negou apoio. Durante a pandemia, o ex-presidente simplesmente ignorou o próprio mantra. Negou repatriar  brasileiros que estavam na China e em outros país afetados primeiramente pelo vírus Covid 19.Negou a vacina. Negou oxigênio, além de fazer chacota de quem precisava.

Das 700 mil vítimas da Covid 19, pelo menos metade poderia ter sido salva, se fossem tomadas todas as providências necessárias no início da pandemia. “Vai comprar vacina na casa da tua mãe”, bradou o genocida. O tri-inelegível chegou a cancelar a compra de vacina Coronavac realizada pelo então ministro Pazuelo que justificou o cancelamento: “Manda quem pode, obedece quem tem juízo”.

Mas, o impressionante disso tudo foi a votação do tri-inelegível no segundo turno das eleições de 2022. Ele obteve, apesar de tantas bizarrices do mandato, mais de 57 milhões de votos, inclusive sendo bem votado no Amazonas, para onde negou oxigênio. Ele gastou quase um bilhão de reais para tentar se reeleger. Por pouco, não conseguiu aumentar a tragédia que foi o governo dele.

Nesse momento, refletindo, penso, aliviado, que nos livramos do pior político que já existiu no Brasil. Em proporções mínimas, pior do que Hitler. Minto, o amiguxo dele, Benjamin Netaniahu está querendo o posto de Hitler. O que está ocorrendo hoje na região da Faixa de Gaza (na Palestina), é algo comparável às atrocidades do holocausto, que, por ironia, é lembrado com tristeza pelos próprios israelenses.

“Ah, mas o Hamas”….Sim. O que o Hamas fez foi algo horroroso, indefensável e absolutamente reprovável. Mesmo com motivos o Hamas não deveria ter feito o que fez. Da mesma forma, o que Netaniahu fez em seguida, também é absolutamente reprovável. Não se combate o inimigo destruindo tudo à sua volta, ceifando a vida de inocentes, sobretudo de crianças.

Tomando fôlego enquanto escrevo, saúdo o nosso presidente pela sensibilidade, pela boa vontade e pela eficiência. Sua determinação em repatriar brasileiros foi exitosa sob todos os aspectos. Lula comoveu o Brasil e o Mundo durante a recepção aos repatriados. Não houve quem não se emocionou, a não ser os “defensores da Família” que torceram para que algo desse errado. Não deu. Deu tudo certo, graças a Deus!

Lula é um ser de luz, que transmite paz. Não à toa, a segunda dama do País, Lu Alckmin, rasgou elogios à ele numa entrevista recente. A esposa do vice-presidente Geraldo Alckmin, Lu Alckmin, concedeu uma entrevista à jornalista Victoria Azevedo, da Folha de S. Paulo, em que falou sobre sua admiração pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. “Viajamos o Brasil inteiro, me encantei com o Lula. Porque em cada lugar que eu ia, era muita gente. E quando ele falava, o povo olhava para ele, chorava. Por quê? Porque ele passa sentimento. Ele foi pobre, ele sentiu fome, sentiu frio, então é uma coisa que não dá para você fingir, se você não estiver sentindo essa empatia. Passei a admirar muito ele”, afirmou. “A vida é isso, né? O que você pensava ontem você já não pensa hoje,” acrescentou.

Essa declaração é água no chope daqueles que imaginavam que o vice poderia dar um golpe em Lula. Nem pensar. Primeiro porque Geraldo Alckmin é um cavalheiro, um pai de família exemplar e um político polido. Segundo porque ele não é aliado dos golpistas (de 8 de janeiro). Terceiro porque ele está plenamente satisfeito com a decisão que tomou ao se aliar à esquerda, à Lula. E ponto final.

Ah, um  salve à República, porque hoje é o dia dela!

(*) Roberto Kuppê é jornalista e articulista político