São Paulo, 27 de abril – Líder do Movimento Brasil Livre (MBL), Kim Kataguiri disse acreditar na vitória de centro-direita em uma eventual disputa presidencial em segundo turno contra Jair Bolsonaro, do Partido Social Liberal (PSL). O assunto foi tema da Reunião do G100 Brasil, grupo que reúne empresários, presidentes e CEOs das maiores empresas do país, em São Paulo.

Embora Bolsonaro lidere as pesquisas em um cenário sem o ex-presidente Lula, preso em Curitiba, Kataguiri crê que a tendência é que haja uma enorme rejeição ao candidato, sobretudo na classe média, abrindo espaço para outro candidato. “Bolsonaro lidera pesquisas por ter a maior militância, especialmente nas redes sociais, mas com um teto muito bem definido de onde pode chegar. Ele deve ter uma rejeição muito grande na classe média, e não acho que um candidato de centro-direita tenha dificuldade em vencê-lo no segundo turno”, afirmou o líder do MBL.

Entre os nomes citados para ser esse candidato de centro-direita, possivelmente da base governista, está o empresário Flávio Rocha, do Partido Republicano Brasileiro (PRB), que, segundo Kataguiri, está totalmente alinhado com pautas como liberalismo econômico, necessidade de reformas e trazer a eficiência do setor privado para a gestão pública, essenciais para o crescimento do país.

Outro fator que pode pesar a favor de Flávio Rocha, de acordo com Kataguiri, é o fato de já ser do meio político e ter passado pelo congresso. “É um nome que já tem uma trajetória política, foi deputado federal duas vezes, e isso traz uma segurança que outros outsiders não possuem. Brasileiro tem certo receio quando vê alguém novo, mas o problema é quando não há uma trajetória”.

Kataguiri também comentou sobre a prisão de Lula, que traz uma nova realidade ao cenário político. “Em termos de eleição, não muda muita coisa, pois ele já estava inelegível pela Lei da Ficha Limpa. Mas, sem dúvida, traz uma segurança muito grande para o Judiciário e manda uma mensagem a todos os candidatos”, disse.

 

Sobre o G100 Brasil

Composto de 100 Membros (empresários, presidentes e CEOs), mais 15 Membros (economistas-chefes e cientistas políticos) efetivos e nomeados, reúne destacadas lideranças empresariais do País em busca do desenvolvimento da sociedade e de suas organizações, em reuniões mensais fechadas e restritas aos seus Membros.

Facebook Comments