Jean Wyllys é o primeiro político a se exilar na era Bolsonaro: assume David Miranda

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Jean Wyllys cuspiu no rosto de Jair Bolsonaro no plenário da Câmara dos Deputados

BRASÍLIA- O deputado federal Jean Wyllys (PSOL-RJ) é oficialmente o primeiro político exilado do país após a mudança de governo para um regime semi-militar. Ele que acaba de ser eleito pelo terceiro mandato consecutivo pelo PSOL do Rio de Janeiro, afirmou que já está fora do país, de férias e que não pretende voltar, segundo reportagem da Folha de S.Paulo. “O [ex-presidente do Uruguai] Pepe Mujica, quando soube que eu estava ameaçado de morte, falou para mim: ‘Rapaz, se cuide. Os mártires não são heróis’. E é isso: eu não quero me sacrificar”, contou ele ao jornal. Ele revelou que pretende se dedicar à carreira acadêmica.

Jean Wyllys vem sendo ameaçado de morte desde que ousou enfrentar o então deputado federal Jair Bolsonaro (PSL-RJ), quando cuspiu na cara dele em plena discussão do impeachment de Dilma no plenário da Câmara dos Deputados em abril de 2016. De lá para cá, Wyllys tem reclamado de constante ameaças de morte.

Com a desistência de Jean Wyllys, quem assume  é o primeiro suplente do PSOL, David Miranda, vereador, que nas eleições de 2018 obteve mais de 17 mil votos. David Miranda é homossexual assumido e é casado com o jornalista norte-americano Glenn Greenwald (The Intercept) e tem dois filhos adotivos.

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