Quatorze celulares, carregadores, fones de ouvidos e drogas foram aprendidos por policiais penais da Penitenciária Estadual Edvan Mariano Rosendo, conhecida como Urso Panda, em Porto Velho. Os materiais ilícitos foram localizados pelos agentes de plantão entre a noite de quinta-feira (16) e a madrugada desta sexta-feira (17).

Dentre o material encontrado pelos agentes estavam 14 celulares, mais de 10 carregadores e fones de ouvido, além de barras de maconha e um pacote com cocaína. A ação foi interceptada pelos policiais penais de plantão que monitoram as câmeras do presídio e perceberam o lançamento dos pacotes. Nenhum suspeito foi identificado ou preso.

Conforme o diretor do presídio, Paulo Martins Tesser, pessoas acessam uma via nos fundos do presídio, invadem uma área de segurança na área externa e lançam os celulares, acessórios e drogas embalados em espuma de colchão para que os aparelhos não quebrem na queda.

Material ilícito é embalado em espuma para que os celulares não quebrem ao cair dentro do presídio em Porto Velho — Foto: Sejus/Divulgação

Material ilícito é embalado em espuma para que os celulares não quebrem ao cair dentro do presídio em Porto Velho — Foto: Sejus/Divulgação

Martins explica que os pacotes caem em uma área gramada, próximo das celas. Para “pescar as encomendas”, os presos usam linhas de crochê como anzol. Os apenados têm acesso aos barbantes, pois fazem tapetes em atividades de ressocialização.

De acordo com a direção da unidade, foram cerca de 150 celulares apreendidos pela Polícia Penal durante o mês de dezembro.

Apenas neste mês de janeiro já foram registradas cinco ocorrências do tipo. Todos os aparelhos foram interceptados antes de os presos conseguirem fazer a “pesca” para dentro das celas.

Telas instaladas ao redor das celas dificultam chegada dos celulares até os presos no Urso Panda — Foto: Diêgo Holanda/G1

Telas instaladas ao redor das celas dificultam chegada dos celulares até os presos no Urso Panda — Foto: Diêgo Holanda/G1

O alto número de material apreendido, conforme o diretor, é por conta de uma mudança feita recentemente na unidade. Telas instaladas ao redor das celas dificultam a “pesca” e dão tempo aos agentes para apreender os objetos antes que eles sejam usados pelos presos.

Os casos de arremesso de objetos na unidade são registrados na delegacia responsável pela área e são investigados pela Polícia Civil.

Em nota, a Secretaria de Estado da Justiça (Sejus) “parabenizou os policiais penais pela atuação na apreensão dos celulares, acessórios e drogas”.

Fonte: G1

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