Desembargador decreta a prisão preventiva do prefeito acusado de pedofilia

Prefeito Adail Gomes, de Coari (AM)
Prefeito Adail Pinheiro, de Coari (AM)

O desembargador Djalma Martins decretou no final da tarde de sexta-feira (7), a prisão preventiva de Adail Pinheiro, prefeito do município amazonense de Coari. O ato se deu após o Ministério Público do Estado (MPE/AM) mover nova denúncia junto ao Tribunal de Justiça do Amazonas (TJ-AM) contra o político, suspeito de chefiar uma quadrilha de exploração sexual de crianças e adolescentes, entre outros crimes.

Pela manhã MPE ingressou uma nova denúncia junto ao TJ-AM onde pedia a prisão preventiva de Adail Pinheiro e outras cinco pessoas, que não tiveram o nome revelado por se tratar de um processo que corre em segredo de Justiça.

O presidente do Tribunal de Justiça do Amazonas, Ari Moutinho, pediu para que a denúncia fosse distribuída eletronicamente e foi parar nas mãos do desembargador Cláudio Roessing, que pediu a redistribuição, alegando ser de área incompatível com a denúncia que apura crimes no âmbito penal.

Em redistribuição, o pedido do MP foi analisado pelo desembargador Djalma Martins, que concedeu as prisões preventivas: dos sete denunciados, o MPE solicitou a prisão de seis, já decretadas.

A decisão foi encaminhada eletronicamente à Delegacia Geral de Polícia, para que seja cumprida imediatamente os mandados nos endereços informados pelo MP na denúncia.

Para formalizar a denúncia, a Procuradoria-Geral de Justiça do MPE/AM tomou como base investigação feita pelo Centro de Apoio e Combate ao Crime Organizado (Caocrimo), que ouviu, em Manaus e em Coari, garotas que relatam terem sido vítimas de exploração sexual praticadas pelo prefeito. Adail Pinheiro nega as acusações e diz que é vítima de perseguição política patrocinada por adversários.

O advogado do prefeito Adail Pinheiro, Alberto Simonetti Neto, disse que só se manifestará após ter acesso a decisão.

Portal do Amazonas

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