Ivaneide Bandeira, coordenadora da ong Kanindé Ambiental

PORTO VELHO- Ivaneide Bandeira usou as redes sociais enquanto aguardava atendimento para mostrar que não sabem como acolher pacientes do novo coronavírus na rede pública e privada de saúde da capital de Rondônia, Porto Velho. Ivaneide é coordenadora da Kanindé Ambiental, ONG que tem contribuído nesta pandemia distribuindo cestas básicas às comunidades indígenas e quilombolas de Rondônia.

Ela gravou vídeos desde que inciou a busca por socorro quando passou mal nesta segunda-feira.

Com Covid-19 há 10 dias foi orientada por telefone a se dirigir à Unidade de Pronto Atendimento (UPA), da Zona Sul,  que estava passando por uma desinfecção e só abriria após o procedimento.

A mandaram para a UPA da Zona Leste onde chegando, lhe disseram para dar retornar de onde veio.

Ivaneide ficou em fila e recepção com outras pessoas, esperou duas horas para saber que a máquina do exame de raio-x estava quebrada e que teria que aguardar o conserto.

“Minha maior preocupação era com as outras pessoas que estavam dividindo o espaço comigo, mas quando questionei ouvi que “quem estava ali, devia estar com a mesma doença”.

Já no fim da tarde, Ivaneide decidiu fazer o exame no Hospital 9 de Julho, que é da rede privada.

Mais uma longa espera até finalmente ser atendida pelo médico de plantão por volta das 21 horas.

Ouça o relato:

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