Porto Velho- Um grupo no Whatsapp, “SOS Bolívia RO”, foi criado para passar e receber informações de brasileiros residentes na Bolívia, principalmente estudantes de Medicina que escolheram aquele país para se graduarem. O grupo é composto por jornalistas, advogados, ativistas e servidores públicos de diversas partes de Rondônia e do Brasil.

Dentre as demandas do grupo está o posicionamento da situação dos brasileiros que desejam deixar a Bolívia diante da violência que tomou conta do país. Estudantes de Medicina de Cochabamba e Santa Cruz de La Sierra pretendem deixar a Bolívia neste sábado. O consulado do Brasil em Cochabamba está dando apoio, mas será preciso auxílio do governo de Rondônia para o transporte, além de segurança para o grupo.

Muitos brasileiros estão com medo de se comunicar, temendo pela liberdade. O cerco aos simpatizantes de Evo Morales que já está no México, é grande. “Muito muito grato pela iniciativa . A pessoa q tá em contato c eles disse ter receio de falar pelo zap”, disse uma brasileira que soube do grupo SOS Bolívia RO e está colaborando com informações. Obs: minutos depois a pessoa saiu do grupo por medo.

“Bom dia compas. Resumindo. 1-O Erik vai estar hj no consulado da Bolívia em GM. 2- o cursando de Medicina em Cochabamba, (…)disse que um grupo de estudantes pretende sair da cidade rumo a GM neste sábado. 3-segundo Erik a fronteira está aberta em GM. 4-a Bolívia está sob estado de sitio. 5-o governo de Rondônia ñ apresentou nenhum plano de resgate dos brasileiros que estão praticamente isolados na Bolívia. 6- o governo deveria se interessar mais pelo problema”, posiciona o grupo pela manhã de hoje.

O prefeito de Guajará-Mirim, Cícero Noronha (DEM) vai pessoalmente ao consulado da Bolívia no Brasil e, se preciso for, vai ao consulado do Brasil na Bolívia para ficar a par da situação.

Um das dezenas de vídeos enviados ao grupo. Cochabamba está cercada pelo exército boliviano.

 

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