A TRANSPOSIÇÃO, ESCOLINHA DO PROFESSOR RAIMUNDO E O TEATRO FEDERAL

 

Transposição virou piada
Transposição virou piada

baltazar

“Seu Baltazar da Rocha! O que é transposição?”, pergunta professor Raimundo. “Que que há-lho, sábo-lho. Transposição é o seguinte. Antigamente não tinha desodorante e a gente transpirava muito. Aí foram passando os tempos e quem tinha posição na sociedade, comprava desodorante. Daí a palavra transposição”, respondeu. “Nota zero” sentenciou o professor Raimundo. “Sandoval Quaresma, o que é transposição?”. “Ôpa, tá na ponta da língua. Transposição é quando a gente pega um ônibus, um transporte, num sabe, e o motorista pergunta em que posição eu vou ficar. Trans-posição”. “Nota zero”. “Samuel Blaunstei, o que é transposição?”. “Fazemos qualquer negócio. Transposição é conversa pra boi dormir”. “Nota 10!”. “Rolando Lero, o que é transposição?”. “Amado mestre, captei a vossa mensagem. Transposição é aquilo que a gente promete durante quatro anos e não entrega”. “Muito bem, nota 10”.

Pois é. A transposição dos servidores estaduais de Rondônia para os quadros da União virou piada nos corredores do Congresso Nacional. Há décadas que políticos enchem de esperança o coração dos servidores que esperam ansiosos um dia serem respeitados como tais. O que vem ocorrendo há mais de dez anos é que nenhum deputado federal teve a coragem de dizer na lata para os servidores que a transposição não deve sair tão cedo porque não interessa à União. Tanto é verdade que só tem um deputado federal mexendo com a coisa, mas, é só para atrair os holofotes com fins eleitoreiros no finzinho do mandato de um ano, já que ele sucedeu a um presidiário. “Rolando Lero” está, literalmente, enrolando os servidores com sua conversinha de cerca Lourenço. Ele é craque nisso. Tudo papo furado. Não caiam nesta ladainha. Se a deputada federal Marinha Raupp (PMDB), nos altos dos seus cinco mandatos já jogou a toalha da transposição, o que faria um boquirroto? Se os deputados do PT, Anselmo e Padre Ton nem tocam mais no assunto, o que faria então o Rolando Lero? Nilton Capixaba só quer saber de suas emendinhas e olhe lá. Moreira Mendes quer distância. Carlos Magno? Nem se ouve falar do parlamentar. O senador Ivo Cassol (PP) usou a transposição para ganhar votos. Em 2009 organizou com o Expedito Júnior (já sem mandato) uma caravana para Brasília. Tudo jogo de cena. Um teatro federal. Coitados dos servidores que viajaram seis dias para nada. E assim, mais uma eleição que chega e mais engodos, mais enrolação. Em 2014, ano eleitoral,  nada será feito pela transposição. Só a partir de 2015 e olhe lá.

 Roberto Kuppê

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