PORTO VELHO- Informando que não tem procuração para defender o governo, o deputado estadual Jair Montes (Avante-RO) contestou a denúncia do deputado federal Léo Moraes (Podemos-RO). De acordo com o parlamentar federal, o governo de Rondônia teria escondido a existência de leitos de UTI no CERO, para adquirir o Hospital Regina Pácis por R$ 12 milhões. Uma coisa não tem nada a ver com a outra. O Cero que foi reformado por iniciativa de um grupo de empresários liderado por Adélio Barofaldi (Rovema) tem apenas leitos clínicos. Não tem UTI!

Agora, com a necessidade urgente, o governo vai equipar o CERO com UTI, “mas isso não é da noite para o dia”, disse Jair Montes, que disse que Léo Moraes se equivocou.

Governo explica a finalidade do CERO

‘‘No Cero, que era um Centro de Reabilitação, não um hospital, conseguimos fazer adequações com a ajuda de empresários que fizeram as reformas e o Estado entrou com o espaço físico e colocou os leitos, ainda falta alguns equipamentos e profissionais médicos”, explica o secretário de Saúde, Fernando Máximo.

A princípio, projetava-se 33 leitos clínicos no Cero, com os trabalhos em ritmo acelerado, 26 ficaram prontos em 13 dias, mas conforme avaliação feita pelo Sistema de Comando de Incidentes – Sala de Situação Integrada (SCI), a demanda do Estado com agravamento dos casos da doença deixou de ser por leitos clínicos e se intensificou para UTI.  A partir daí teve início a missão de readequar o Cero para leitos de UTI. Há 53 pontos de ar medicinal canalizados, sendo que 26 estão com leitos. A Sesau está com processo aberto para adquirir 190 camas.

No Cero,  26 leitos estão ficando prontos para funcionar como UTI. A obra estrutural foi concluída na noite de quinta-feira (25), prosseguindo apenas os pequenos ajustes. Mas para começar a funcionar , segundo o diretor Richael Menezes, a unidade  precisa de grupo gerador, usina de oxigênio, bombas de infusão, respirador, ambulância, e, o principal, médicos, que está com chamamento aberto para contratação de profissionais. As bombas de infusão já foram adquiridas em março, 200 no total, 100 já estão no Estado. Quanto aos respiradores, 15 foram doados pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) e outros dez devem ser entregues nos próximos dias. A contratação em forma de comodato dos demais equipamentos já está com processo aberto.

 

COMPLEXIDADE DA ABERTURA DE LEITOS DE UTI

O secretário da Sesau, Fernando Máximo, explicou que a abertura de um leito de UTI não é um processo simples. Além disso, o que está sendo feito em Rondônia é um diferencial em relação a outros estados, e que não trata-se de estruturas de lonas, provisórias, mas de permanentes que maximizam a rede estadual de saúde, o que demonstra responsabilidade com a aplicação do recurso público.

Richael esclarece que um leito de UTI precisa para ser habilitado, conforme o que preconiza o Ministério da Saúde,  de ”duas bombas de infusão, um respirador, um monitor multiparâmetro, no mínimo, o que equivale a quase R$ 100 mil”, sem somar a cama e o enxoval. Além disso, é preciso técnico de enfermagem, enfermeiro, fisioterapeuta, psicólogo, assistente social, nutricionista, técnico de nutrição dietética, laboratório, raio-x, tomografia, grupo gerador,serviço de limpeza, coleta de lixo normal e biológica.

O governo de Rondônia tem feito tudo o que é necessário para honrar o compromisso com a população, inclusive com a escolha de estruturas amplas e adequadas, bem localizadas, sendo reestruturadas seguindo todas as normas de biossegurança, abastecidas com material hospitalar e medicamentos.

Levando a verdade sobre a cero!

Publicado por Jair Montes em Sexta-feira, 26 de junho de 2020

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