Terrivelmente bolsonarista, Marcos Rogério aposta no “prestígio” que goza com o presidente para chegar ao governo de Rondônia

Brasília- Pouco importa ao senador Marcos Rogério (DEM-RO), que o presidente Bolsonaro (sem partido) esteja enrolado até a medula com crimes diversos, que a popularidade dele esteja caindo nas pesquisas. Mesmo Bolsonaro com um pé na cadeia(esse é o futuro dele), mesmo com quase 600 mil mortes devido à incompetência do governo no enfrentamento da Covid,  nada disso importa ao senador rondoniense. Ele aposta na ignorância do eleitorado do interior de Rondônia, sobretudo, dos evangélicos para se eleger governador. É uma aposta que ele considera segura, já que obteve 324.939 votos para o Senado em 2018 (mais votado), quase o dobro do que o governador Marcos Rocha (sem partido) conseguiu no primeiro turno, 183 mil votos.

Alvo de chacota, de memes e de severas críticas na CPI da Covid, Marcos Rogério é uma soma de Bolsonaro, com Maluf e Eduardo Cunha. Ou seja, é um perigo para um estado que tem sérios problemas ambientais, conflitos agrários e tendências ao desmatamento devido ao agronegócio. Marcos Rogério é contra as demandas indígenas e a favor dos grileiros de terras. Uma de suas primeiras ações no Senado foi tentar impedir que máquinas que devoram as florestas da Amazônia fossem inutilizadas e queimadas pelo Ibama e agentes florestais. Seria um grande retrocesso para Rondônia.

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