Semusa realiza curso de capacitação a Forças Armadas para o combate ao Aedes Aegypit

 A Secretaria Municipal de Saúde (Semusa), durante a manhã de sexta-feira (12), realizou cursos de capacitação para militares das Forças Armadas que vão apoiar o combate ao mosquito aedes aegypit em Porto Velho. A capacitação aconteceu no Teatro Palácio das Artes e contou com uma maciça participação de membros da Marinha, Exército e Aeronáutica. Os cursos serviram para o repasse de orientações às visitas que serão feitas em todos os imóveis da área urbana. A força tarefa se inicia no sábado (13), das oito às quatorze horas, nos bairros Agenor de Carvalho, Igarapé, Aponiã, Rio Madeira e Nova Porto Velho.

 O trabalho de casa em casa, levará os serviços de eliminação de criadouros e educação para a prevenção às doenças causadas pelo mosquito. Os militares farão as visitas em duplas preenchendo fichas de identificação das endemias. Toda a informação colhida será arquivada e agregada ao sistema de informação nacional sobre a situação da dengue, da febre chikungunya  e do zika vírus em todo o país.

Segundo o coordenador das operações de combate ao aedes aegypit em Porto Velho, Marcuce Santos, os militares irão se apresentar como colaboradores da Semusa, participarem na eliminação de focos, coletarem informações e realizarem também um serviço educativo para prevenção das doenças causadas pelo mosquito. Mil e setecentos homens das Forças Armadas passarão a colaborar com a Semusa, que vai disponibilizar quarenta e cinco agentes de combate de endemias para atuarem no processo como supervisores. “Vamos separar subgrupos de trabalho. Cinco supervisores atuarão num bairro com um grupo maior de militares. Esperamos visitar amanhã vinte e oito mil imóveis, sendo que cada dupla terá a capacidade de visitar entre trinta a trinta e cinco domicílios. Assim, esperamos visitar os cento e oitenta nove mil imóveis da área urbana. Nos distritos, o trabalho está satisfatoriamente sendo realizado pelas próprias equipes da Semusa, contando com agentes de endemias e agentes comunitários de saúde”, explicou.

A meta do Ministério da Saúde é a visitação à totalidade de casas de cada município brasileiro, até junho deste ano. Em janeiro, com um grupo de trezentos e vinte agentes de endemias e agentes comunitários trabalhando de segunda a sexta-feira, e aos sábados com um grupo de cento e oitenta bombeiros e policiais militares trabalhando pela manhã e à tarde, vinte e cinco mil imóveis foram visitados. “Não realizamos o trabalho esperado pelo Ministério da Saúde, mas aconteceu em conformidade ao que podíamos realizar até então. Vamos continuar trabalhando ainda nos meses de março, abril, maio e junho fazendo as visitas e também agregando mais parceiros para a tarefa. A meta pensada pela Semusa não é exatamente a de chegar a cem por cento dos imóveis a cada mês, mas a de realizar um trabalho com bastante qualidade.

Quanto aos imóveis fechados, numa primeira etapa eles serão registrados para que a Semusa emita notificações. A Vigilância Sanitária Municipal (VSM) e a Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Sema) procurarão imobiliárias, construtoras e instituições como o Creas, por exemplo, para tentarem notificar diretamente os proprietários. Outras tentativas serão adotadas para que os proprietários permitam as visitas, mas como última estratégia se prevê que a VSM, a Sema e a Semusa, apoiados em poder de polícia, adentrem os imóveis mesmo sem consentimentos, a fim de que não restem criadouros sem intervenções do poder público.

 Marcuce informou que a Semusa trabalha com casos notificados de dengue, febre chikungunya e zika vírus em Porto Velho. “Temos uma média de trinta e cinco casos notificados de dengue por mês e tivemos vinte e três notificações sem confirmação de zika vírus. Atualmente, temos quatro casos de suspeitas de zika em análise no instituto Evandro Chagas, no Pará. Até o final de fevereiro os resultados serão apresentados. Por enquanto, só trabalhamos com um caso confirmado de zika vírus em Rondônia, no município de Cacoal, e um caso de dengue hemorrágica em Vilhena. Nada mais grave temos confirmado. Quanto à dengue, temos nos preocupado, em janeiro tivemos trinta e cinco notificações e neste mês já tivemos quarenta casos notificados e confirmados. Isso nos deixa em alerta para o avanço da dengue na cidade”, finalizou.

Por Renato Menghi | Fotos: Roseval Guzo 

 

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