frontA 19ª edição do Festival Folclórico Duelo na Fronteira será realizada de 9 a 11 de outubro, em Guajará-Mirim, com o apoio do Governo do Estado e de emenda parlamentar. Espera-se um público de mais de 20 mil pessoas por noite.

O deputado estadual Dr. Neidson repassou R$ 200 mil para a Superintendência da Juventude, Cultura, Esporte e Lazer (Sejucel) comprar os materiais para confecção de adereços dos Bois-Bumbás Flor do Campo e Malhadinho. Além de intermediar a compra de materiais, a Superintendência também está reformando o bumbódromo de Guajará-Mirim, com previsão de concluir neste mês.

Segundo a presidente do Boi-Bumbá Malhadinho, Maria Edileuza Mendes, em 2013 não houve a festa devido à falta de união entre as agremiações, e desde o ano passado os dois bois vêm trabalhando para que o festival ocorra este ano. “Estamos muito felizes. E com muita tensão, mas é uma tensão boa. É a expectativa que deixa a gente respirando”, afirmou.

A representante do Boi-Bumbá Flor do Campo, Rosa Solane Fernandes Lima, conta que está envolvida com a festa há 17 anos. “A gente enfrenta todos os problemas com garra”.

Sobre a rivalidade entre os dois bois, ela disse que as duas diretorias trabalham juntas para a realização, mas entre os brincantes a rivalidade é grande. “Acontece até de filmarem o outro boi”.

O superintendente estadual, Rodnei Paes, ressaltou que o órgão entende a importância deste tipo de evento cultural. “Nos sentimos muito gratificados em apoiar o Duelo na Fronteira, que é uma festa tradicional do nosso estado”, ponderou

DUELO

A brincadeira de boi-bumbá está presente na cultura rondoniense desde o início da construção da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré. Mas o primeiro festival só ocorreu em 1995, sem disputa entre os dois bois-bumbás. A competição iniciou-se em 1997, tendo como campeão o Malhadinho. A competição entre Azul (Malhadinho) e Vermelho (Flor do Campo) é tão acirrada que em 2004 houve um empate entre os dois bois-bumbás.

O Duelo na Fronteira é uma forma de geração de renda para a população local, movimentando o comércio de venda de adereços, alimentos e hoteleiro. Estima-se que de 15 a 20% da população local se envolva diretamente ou indiretamente nas atividades de preparação dos adereços, fantasias e ensaios. O evento também permite o acesso ao folclore amazônico, promove a integração sociocultural e incentiva o turismo.

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