O rio Madeira vem apresentando sinais de baixa há duas semanas. Há pelo menos 15 dias o nível medido pelo departamento de hidrologia da CPRM vem apresentando queda. Pelo menos 25 centímetros já baixou, afastando o perigo de mais enchente. Hoje, às 10h15, o nível media 19,53, lembrando que já esteve a 19,75. Já em Guajará-Mirim a situação continua preocupante. A um dia de completar 85 anos de instalação, Guajará-Mirim ainda vive a tragédia da maior enchente de sua história. Não vai ter festa e o carnaval foi adiado para 1 a 4 de maio, próximo mês.

O oeste de Rondônia ainda amarga prejuízos com a maior cheia da história do rio Mamoré. Em Guajará-Mirim, o nível do rio atingiu a cota de 14,44 metros, segundo informações da Agência Nacional de Águas (ANA) no último sábado (05). O maior nível até então era de 12,78 metros observado em 2008. Nesta segunda-feira (07), o nível começou a baixar marcando 14,40 metros. Como as inundações ao longo de sua calha diminuíram consideravelmente na Bolívia, a tendência é de uma baixa ainda maior até o fim de semana.
De acordo com a Defesa Civil, mais de 550 famílias ficaram desalojadas em todo o município.
A rodovia federal BR-425 ficou interditada por várias semanas devido à enchente de outro rio, que desagua no Mamoré, o Araras. O município enfrentou desabastecimento de alimentos, gás de cozinha e combustível, além de registrar demissões em várias indústrias.
O vizinho município de Nova Mamoré, também banhado pelas águas do Mamoré, também computou desalojados e desabrigados por conta da enchente. Ambos decretaram situação de emergência.

Maisro.com  com De Olho no Tempo

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