Para Confúcio, a maior feira rural do norte deve priorizar os pequenos

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Os mesmos direitos à obtenção de crédito agropecuário e espaço reconhecido nas estatísticas oficiais deve ser dado à agricultura familiar em Rondônia, indicou hoje, 13, o senador Confúcio Moura (MDB-RO) ao lembrar que no biênio 2015-2016, durante seu segundo governo, consolidou-se o começo dos interesses internacionais pela Rondônia Rural Show.

A 9ª edição da RRS, no Parque Tecnológico Vandeci Rack, de 23 a 28 de maio, em Ji-Paraná, está nivelada aos maiores eventos do gênero no País e quem ainda não a conhece, pouco avalia a respeito do seu breve passado.

“É deles que sai a produção hoje consumidas por escolas, unidades militares e outros órgãos e instituições que atualmente participam da ampliação do plano de aquisição de alimentos”, observou.

Ao se lembrar da construção de melhorias na RRS, o senador considerou importante verificar se os plantios demonstrativos anteriores foram cuidados nesses dois anos, e mencionou, entre outros: cacau de diferentes clones, milho, mata ciliar, e diferentes modelos de roças para o agricultor. “Tocar naquelas plantas e vê-las com os próprios olhos faz bem”, afirmou.

Em seu gabinete, Confúcio recebeu diversas críticas de pequenos produtores e suas representações a respeito de mudanças profundas no apoio ao qual eles teriam direito mesmo antes da interrupção do evento, em 2020.

Essa verificação da transferência de novas tecnologias, conforme explicou Confúcio, são indispensáveis ao crescimento do setor: “Precisamos saber se o atual governo dará continuidade e se alguém remanescente tiver proximidade com ele, possa orientá-lo, explicando que essa Feira teve como objetivo ser um instrumento para levar modernização à agricultura familiar”.

Segundo o senador, esse foi o grande mote com o qual o ex-ministro do Desenvolvimento Agrário Afonso Florence (2010-2012) lhe provocou à época.

“Rondônia é o estado da reforma agrária e do pequeno produtor”, disse Confúcio referindo-se às fases produtivas de assentamento feitas pelo Incra durante o governo João Baptista Figueiredo nos anos 1980.

O ex-governador foi médico no extinto território federal a partir de 1976 e se considera “privilegiado” por ter acompanhado os modelos de projetos do Incra: fundiário, integrado de colonização e assentamento dirigido, em diferentes regiões rondonienses.

Lembrou que as cidades construídas ao longo da BR-364 e fora do seu eixo ouviram com muito interesse o pensamento de o governo federal apoiar a agricultura familiar, para manter o movimento das antigas agrovilas, ou núcleos urbanos de apoio rural, conforme denominava a extinta Companhia de Desenvovimento Agrícola de Rondônia (Codaron).

“Vínhamos de uma grande luta contra o êxodo rural nos anos 1970, e essa concepção deu certo”, ele reconhece. “Já foi possível estudar e perceber que o ideal foi e continua sendo levar aos pequenos produtores sem muitos recursos, sementes boas, de qualidade; insumos de primeira qualidade também; tecnologia de inovação e produtividade para o campo.

“Tudo isso, ele explicou, evita que o agricultor não se mutile com o excesso de esforço físico e peso nas costas, o que lhe adoece o aparelho locomotor”.

“Se essa expectativa for atendida em regime de continuidade, louros e glórias para a RRS, que nas edições de 2020 e 2021 não funcionou, por causa da pandemia de Covid-19”, acrescentou.

Fotos/arquivo