oabO grupo que se uniu no Movimento QUESTÃO DE ORDEM: A OAB PODE MAIS, quer abrir uma discussão séria sobre o fim da reeleição ou afastamento de candidatos que ocupem cargos de direção, seis meses antes do pleito nas Seccionais.
A proposta vai ao encontro do que a própria OAB Nacional elencou como prioridades na reforma política brasileira, colocando em relevo o fim da reeleição.
O Pleno do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil aprovou e encaminhou ao Congresso Nacional a proposta que sugere entre outras mudanças, o fim reeleição para presidente da República, governadores e prefeitos.
“A OAB que queremos deve dar o exemplo que sugeriu a Nacional pra moralizar a política brasileira. No seu âmbito, deve acabar a reeleição para os cargos de diretoria da instituição”, considerou o coordenador do Movimento Ernande Segismundo.
A crítica à reeleição é antiga e cresce nas principais Seccionais do país o debate sobre o tema.
A justificativa é simples, oxigenar o poder que o cargo confere e garantir igualdade de condições às chapas que disputarem o pleito.
Na OAB do Ceará é uma realidade aprovada em maio deste ano, em Sessão Extraordinária do Conselho Seccional. “Temos que submeter a proposta à votação no Conselho Seccional, pra que não seja mais promessa de campanha e colocar a nossa Seccional em sintonia com as que têm a mesma compreensão. O uso da máquina é um fator que prejudica qualquer processo eleitoral. Nosso dever é combater tudo que imponha desigualdade pra fortalecer a democracia, bandeira histórica da Ordem dos Advogados do Brasil”, concluiu Segismundo.

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