BRASÍLIA- Está sendo engendrado nos porões do Palácio do Planalto um plano para acabar com o MEC- Ministério da Educação. A ideia é acabar com o ensino gratuito em todo o País. Articulado pelo ministro Paulo Guedes, da Economia, a ideia tem adeptos, todos ligados ao mercado ou ao setor privado de educação. A irmã do ministro, Elizabeth Guedes, é presidenta da Associação Nacional de Universidades Privadas (Anup), entidade que representa monopólios educacionais, como Anhanguera, Estácio, Kroton, Uninove e Pitágoras.

O envolvimento da família Guedes no setor de ensino privado foi tema de uma reportagem da Agência Pública que mostra que Paulo Guedes possui investimentos no setor educacional privado e a distância, chegando a captar R$ 1 bilhão de fundos de pensão. As ações foram alvo da operação Greenfield, para apurar pagamento de propina nos fundos de pensão.

Um das razões para o fim do MEC, segundo seus defensores, é que a instituição cria currículos mínimos péssimos e faz apologia ao socialismo. O Movimento Brasil Livre (MBL), liderado pelo deputado federal Kim Kataguiri (DEM-SP), realizou recentemente um congresso onde se debateu abertamente o fim do MEC. Na página do deputado no Instagram, Kim postou sobre o assunto, sendo apoiado por dezenas de pessoas.

“Tem que privatizar tudo sim, temos que acabar com a dependência das pessoas ao Estado, nunca iremos ser livres assim. O governo não deve regular a educação”, disse um internauta.

Há uns 15 dias, o empreendedor e coach Tallis Gomes, fundador do Easy Taxi, o maior aplicativo de táxi do mundo, CEO e fundador da Singu, teve uma reunião com o ministro Paulo Guedes e o tema foi o fim do ensino gratuito que está em gestação. De acordo com uma live de Tallis Gomes entre seus seguidores, Paulo Guedes vai privatizar a educação. Os que não puderem pagar para estudar, receberão um voucher que será aceito por escolas particulares. De acordo com Tallis Gomes, esse é o modelo dos Estados Unidos onde não há ensino público gratuito.

Fonte: Mais RO

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