Juristas veem possibilidade de impeachment com base em relatório da CPI

A direção da CPI da Pandemia entregou cópias do relatório final para representantes dos Ministério Público de São Paulo e da CPI da Prevent Senior da Câmara Municipal. Segundo Randolfe Rodrigues (Rede-AP), os juristas Miguel Reale Júnior e Sylvia Steiner não descartaram usar o relatório final para pedirem o impeachment do presidente Bolsonaro na Câmara dos Deputados e apresentarem uma comunicação de crime no Tribunal Penal Internacional. Já o senador Marcos Rogério (DEM-RO) criticou a direção da CPI por pressionar o procurador-geral da República, Augusto Aras.

Transcrição
APÓS RECEBIMENTO DO RELATÓRIO FINAL, JURISTAS NÃO DESCARTAM PEDIDO DE IMPEACHMENT CONTRA BOLSONARO POR FALHAS DE GESTÃO NA PANDEMIA. ALIADOS CRITICAM AMEAÇA DE CONVOCAÇÃO DO PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA SE NENHUMA INVESTIGAÇÃO FOR ABERTA ATÉ O DIA 27.  REPÓRTER HÉRICA CHRISTIAN O presidente da CPI, Omar Aziz, do PSD do Amazonas; o vice, Randolfe Rodrigues, da Rede Sustentabilidade do Amapá; o relator, Renan Calheiros, do MDB de Alagoas, e os senadores Humberto Costa, do PT de Pernambuco, e Simone Tebet, do MDB de Mato Grosso do Sul, entregaram o relatório final da comissão a representantes do Ministério Público de São Paulo e do Ministério Público do Trabalho e da CPI da Prevent Senior da Câmara Municipal. Após as conversas, a CPI da Pandemia vai compartilhar documentos e informações. Randolfe Rodrigues citou que uma força-tarefa do MP de São Paulo vai aprofundar as investigações da Prevent Senior, de fake news relacionadas à pandemia e sobre o FIB Bank, que não é banco, mas avalizou o contrato do Ministério da Saúde para a compra da vacina indiana covaxin. Os senadores também se reuniram com os juristas Miguel Reale Júnior e Sylvia Steiner, que se comprometeram em analisar o relatório final para decidirem se entram com um pedido de impeachment na Câmara dos Deputados contra o presidente Jair Bolsonaro pela conduta na pandemia. Os senadores também não descartam apresentar uma comunicação de crime contra ele no Tribunal Penal Internacional. Segundo Randolfe Rodrigues, a CPI vai esperar uma resposta do procurador-geral da República, Augusto Aras, até o dia 27. Caso nenhuma das autoridades seja investigada, Aras poderá ser convocado a dar explicações.   Eles aceitaram a provocação no sentido de preparar o pedido de impeachment com base no relatório da CPI contra o presidente da República. E em nos auxiliar na intermediação para encaminhar o relatório junto ao Tribunal Penal Internacional. Até o dia 27, esperamos uma manifestação. Não aceitaremos desídia, leniência ou omissão. O senador Marcos Rogério, do Democratas de Rondônia, acusou a direção da CPI de interferência no Ministério Público ao ameaçar o procurador-geral da República. A CPI apresentou um relatório ilegal, inconstitucional que aponta para o presidente da República, que sequer é investigado de uma CPI. E agora comete mais uma ilegalidade que é dar prazo ao procurador-geral da República. O que a cúpula da CPI está tentando fazer é emparedar o procurador-geral da República. Acho que estão confundindo os papéis. No final de outubro, Augusto Aras determinou a abertura de uma investigação preliminar para apurar as denúncias contra o presidente Bolsonaro e outros doze políticos citados no relatório final da CPI, entre ministros e deputados. Da Rádio Senado, Hérica Christian.

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