Empresa pruduz biogás e adubo através do processamento de resíduos em Porto Velho

 

Uma empresa que trabalha com locação de equipamentos para a construção civil investiu em um projeto para conter a poluição gerada pelos chamados “lixões” a céu aberto e incentivar a implantação de aterros sanitários na Capital. Esse projeto gera biogás proveniente de matérias orgânicas e que pode ser útil para cozinhar alimentos, além de adubo, que pode ser utilizado em hortas comunitárias.

“O biogás é um biocombustível proveniente de materiais orgânicos (biomassa) e, portanto, é uma fonte alternativa de energia (energia renovável ou limpa), o qual substitui o uso de combustíveis fósseis. Ele é produzido através da fermentação anaeróbica (ausência de ar) de bactérias presentes na biomassa. É uma forma bem antiga de captar gases limpos e que poderiam fazer parte do dia a dia de uma população, pois tem o custo bem minimizado. A industrialização de gases fósseis impediu que essa técnica fosse trabalhada comercialmente, mas o nosso projeto não visa lucro comercial, e sim, dar uma freada no efeito estufa e na degradação ambiental causada por lixões urbanos”, explica Henrique Holanda, empresário idealizador do projeto.

“Lembre-se que as fontes de energias renováveis são aquelas que se regeneram espontaneamente na natureza ou através da intervenção humana, sendo consideradas energias limpas e que podem ser usadas como gás de uso doméstico, para preparar alimentos atendendo comunidades mais carentes ou não”, complementa Henrique.

Cafe BioGas

Na atualidade, a bioenergia tem sido pauta de muitos debates uma vez que não produz grande impacto ambiental sendo boa alternativa para substituir as fontes de energia não-renováveis como o petróleo e o carvão mineral.

O empresário, como também trabalha com coleta de resíduos produzidos em sanitários ecológicos, teve a ideia de transformar esse material em algo que pudesse diminuir o impacto ambiental. Ele conta que resolveu estudar o assunto e já esteve em vários locais que utilizam o chamado “ciclo orgânico”, para ajudar pessoas carentes e, por consequência, diminuir o impacto ambiental no planeta. Foi aí que Henrique investiu parte do capital lucrado na sua empresa em uma usina de beneficiamento de materiais orgânicos, hoje localizada próximo ao bairro nacional. Lá, já é possível obter o biogás e também adubo processado, que em sua maioria, é doado para as hortas comunitárias que já estão em produção de alimentos orgânicos e geram renda para famílias inteiras residentes no setor rural de Porto Velho.

“Existe a Lei nº 12.305/10, que instituiu a política nacional de resíduos sólidos e prevê a prevenção e redução na geração de resíduos. Essa lei cria metas importantes que irão contribuir com a eliminação de lixões e todos os municípios precisam cumprir, instalando os aterros sanitários”, conta Holanda. Ele se refere a não existência de um aterro sanitário na Capital, o que gera o descumprimento da lei pelo poder executivo, que já deveria ter elaborado planos de gerenciamento de resíduos sólidos.

“É uma lei federal que precisa ter a responsabilidade compartilhada pelos âmbitos público e privado, mas que hoje não existe cumprimento em Porto Velho, infelizmente”, completou.

Biogás e os Aterros Sanitários

 O biogás é produzido através da decomposição do lixo orgânico, o qual libera o chorume, um líquido escuro e viscoso, que por sua vez, produz o gás metano (CH4).São nos aterros sanitários que o lixo orgânico é despejado, onde há uma preparação do solo para que não ocorra contaminação.

Nesses locais há um mecanismo de captação dos gases liberados pela fermentação e decomposição da matéria orgânica. Assim, o biogás é produzido pela combustão que ocorre por meio do uso de um equipamento chamado biodigestor anaeróbico.

Além do lixo orgânico outros materiais são utilizados na produção do biogás: dejetos humanos, esterco, cana de açúcar, palhas, plantas, madeira, resíduos agrícolas, bagaço (cana de açúcar, a casca do arroz, da castanha, do coco), óleo de vegetais, dentre outros.

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