O Conselho Regional de Medicina do Estado de Rondônia (Cremero) participou nesta segunda-feira (29) da audiência inaugural de conciliação do Tribunal de Justiça realizada através de uma live no YouTube. A médica anestesiologista e vice-presidente do Conselho Regional de Medicina do Estado de Rondônia (Cremero), Dra. Ana Ellen de Queiroz Santiago representou a autarquia na audiência que contou com a participação de cerca de 50 pessoas na sala de conferência virtual. O intuito foi de discutir medidas juntamente com os governos estadual e municipal e outros órgãos e entidades, ações de contenção para frear a disseminação do novo coronavírus.

Na oportunidade a médica ressaltou a importância das autoridades oferecerem aos profissionais melhores condições de trabalho, o que tem sido divulgado constantemente nos relatórios de fiscalizações da autarquia, que apontam para falta de fornecimento equipamentos, medicamentos e outros insumos básicos. Dra. Ana Ellen Santiago defendeu a ideia de uma gratificação para os médicos que têm atuado na linha de frente no combate à COVID-19, além é claro, de salários mais dignos aos profissionais.

“Não faltam médicos. O que faltam são melhores condições de trabalho. Tomo aqui a liberdade para falar em nome de quase 5 mil  médicos em todo o estado. E nossos profissionais também precisam se sentirem seguros para desenvolverem suas atividades” destacou ao relatar o aumento do número de assaltos e agressões dentro das unidades de saúde em todo o estado.

A reunião durou mais de cinco horas e meia. A vice-presidente do Conselho finalizou a sua participação afirmando a importância do distanciamento social e isolamento restritivo bem como a necessidade da apresentação de um plano de contingência. O Cremero defende ações que visem o incentivo à atenção primária e tratamento da população o mais precoce possível dentro do que é preconizado pela medicina baseada em evidências.

A capital volta para a fase 1 do plano de contenção à epidemia. O comércio fechará novamente e os considerados não essenciais terão que reduzir suas atividades migrando para serviços através do delivery.  Todos aguardam um novo decreto que valerá para os próximos 14 dias.

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