Complexo Rio Madeira, Teatro e MP vão usar iluminação verde para marcar o Dia Nacional do Combate ao Glaucoma

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O exame de biometria é realizado na Policlínica Oswaldo Cruz


Nos dias 25, 26 e 27 de maio, o prédio do Palácio das Artes, o complexo do Palácio Rio Madeira e a sede do Ministério Público (MP) vão utilizar uma iluminação verde em suas fachadas. A ação faz parte do programa de conscientização da população e marca o Dia Nacional do Combate ao Glaucoma, uma doença silenciosa que atinge o nervo óptico e envolve perda de células da retina, responsáveis por enviar os impulsos nervosos ao cérebro. Por ser  assintomático, o diagnóstico geralmente é tardio. Isso faz com que o glaucoma seja a principal causa de cegueira irreversível no mundo, afirma a professora Doutora Rolim, responsável pelo ambulatório de glaucoma do Estado de Rondônia, que funciona na Policlínica Oswaldo Cruz (POC), em Porto Velho.

De acordo com Hélvila Rolim, mais da metade da população brasileira não sabe responder o que é o glaucoma e um a cada três brasileiros com mais de 16 anos de idade nunca foi ao oftalmologista.

Segundo Hélvila, o glaucoma não tem cura, mas pode ser tratado e evitar-se a perda da visão. Ou a chamada cegueira por glaucoma.”Então, lutar contra o glaucoma é um grande desafio. A educação dos pacientes sobre os perigos desta doença silenciosa é fundamental, e o médico oftalmologista é o único capaz de diagnosticar a doença”, destaca a Doutora Hélvila. Quando se busca ajuda médica precocemente o prognóstico é positivo pois é possível controlar a doença por meio de medicamentos, como colírios, ou recorrer à cirurgia, afirma.

No dia 26 de maio é comemorado o Dia Nacional do Combate ao Glaucoma. Marcos públicos no Brasil inteiro serão iluminados de verde, cor representativa da  Sociedade Brasileira de Glaucoma, presidida atualmente pela professora Doutora Wilma Lelis Barboza, para lembrar à população sobre a importância da prevenção de tão grave doença, principal causa de cegueira irreversível no mundo, que não tem cura mas tem tratamento e que pode levar à cegueira se não tratado a tempo e adequadamente.

A representante da regional norte da Sociedade é a professora Doutora Hévila Rolim que é responsável pelo ambulatório de glaucoma do Estado de Rondônia na POC, instituído pela atual gestão da Secretaria Estadual de Saúde (Sesau) esse ano.

Hévila Rolim afirma que o engajamento de todos na luta do combate à cegueira pelo glaucoma é a meta diária através da difusão de conhecimento, no contato com o paciente e também na  lembrança do cuidado que cada um deve ter na prevenção da doença. Daí a iluminação de verde do Palácio das Artes e do prédio do CPA pelo Governo do Estado de Rondônia – dias 25, 26 e 27 de maio – e do prédio do Ministério  Público do Estado de Rondônia – dia 26 de maio- pelo próprio MP para lembrar à população do combate à cegueira pelo glaucoma.

O que é o Glaucoma?

É uma doença que tem como característica a lesão progressiva do nervo óptico e o principal fator de risco é o aumento da pressão intraocular. A doença possui várias origens, portanto não existe só um tipo de glaucoma. Quando o nervo óptico é danificado, o cérebro deixa de “traduzir” alguns sinais de forma progressiva, causando danos ao campo de visão. Como a doença geralmente não apresenta sintomas, o paciente pode descobrir o problema tardiamente, levando à perda irreversível da visão.

Quais são os tipos de glaucoma?

Existem principalmente quatro tipos de glaucoma, o de ângulo aberto (mais comum), de ângulo fechado, congênito e secundário. Os dois primeiros são mais prevalentes, porém metade dos cegos por glaucoma é de ângulo fechado.

Quem pode ter a doença mais facilmente?

A princípio, o glaucoma pode se desenvolver em qualquer pessoa, mas alguns fatores são considerados de risco:

  • Pressão intraocular (PIO) anormalmente elevada
  • Idade acima de 40 anos (quando mais idoso for o paciente, maior a incidência)
  • Histórico de glaucoma na família (se já houver histórico familiar da doença, aumentam as chances de desenvolvê-la)
  • Ascendência africana ou asiática
  • Diabetes, miopia, uso prolongado de corticóides ou possuir alguma lesão ocular prévia

Então, existe uma pressão normal?

Existe uma distribuição normal na população, porém o mais importante não é apenas medir a pressão, mas avaliar outros fatores que nos auxiliam no diagnóstico da doença. O exame de fundo de olho é fundamental no diagnóstico, pois apenas o aumento da pressão intraocular não diagnostica glaucoma.

O que é exame de fundo de olho?

O nervo óptico é o órgão encarregado de transmitir o estímulo luminoso que chega da retina para sua interpretação no córtex visual (cérebro).  Existe uma estrutura chamada escavação no nervo óptico que corresponde ao espaço em que ocorre a entrada dos principais vasos que nutrem e drenam o sangue que irriga os olhos. Nas pessoas que não possuem glaucoma, normalmente a escavação é pequena. Quando encontramos uma escavação aumentada, a suspeita de glaucoma aumenta, pois, nos estágios avançados da doença, a escavação está aumentada devido ao dano do nervo óptico.

Existem outros exames para avaliação da doença?

Sim, existem vários como tomografia de coerência óptica, retinografia, paquimetria e campimetria.

O exame de campo visual é cansativo, mas ele avalia como está o estado funcional do olho, a progressão da lesão glaucomatosa e sua velocidade. Conforme o estado de cada paciente, esse exame é feito com maior ou menor frequência.

Quais as formas de tratar o glaucoma?

O fundamento do tratamento baseia-se na diminuição da pressão intraocular

  • Colírios (a principal forma de tratamento)
  • Medicamentos orais
  • Cirurgia a laser
  • Cirurgias convencionais e implantes valvulares
  • Uma combinação de todos esses métodos

Como se cuidar?

O glaucoma infelizmente ainda não tem cura, é uma doença complexa e não apresenta sintomas no início, sendo considerado um ladrão silencioso da visão, e invariavelmente leva à cegueira quando chega aos estágios finais. O exame anual e minucioso realizado pelo oftalmologista é a melhor maneira de prevenir a doença. Portanto, não se esqueça de realizar o exame de tonometria e fundo de olho durante a consulta oftalmológica. Agindo desse modo e visitando com regularidade o oftalmologista, você pode continuar a enxergar a vida com os mesmos olhos.

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