COLUNA ZONA FRANCA

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                                        Um quase Editorial

Jornalista RK com o ex-ministro Zé Dirceu no Restaurante da Dona Zélia, reduto lulista em Brasília

Começando esta segunda feira de carnaval trazendo para reflexão dos leitores (colegas jornalistas e comunicadores) algumas considerações sobre o posicionamento político-ideológico de quem assina a Coluna ZONA FRANCA – empurrado por provocações dos leitores e pela necessidade.

Um quase editorial 2

Nos últimos três meses a Coluna ampliou sua audiência, diversificou seu público, consolidou-se como uma referência em informação e na análise política no estado. Este crescimento, é claro,  se traduziu no aumento  de elogios e críticas ao jornalista que a escreve. Dentre estas últimas, uma tem relevância que é a pauta da Coluna de hoje.

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RK com os advogados Kakay e ex-ministro da Justiça, Eugênio Aragão

A crítica em questão diz respeito a posição anti-bolsonaro adotada pela Coluna, como se isso fosse uma heresia jornalística. “Ah, mas você só crítica o Bolsonaro e poupa o Lula...”, disse alguém. Ser jornalista de esquerda não pode? Mas ser do outro lado pode? Cremos que as duas formas de se posicionar são legitimas, desde que baseadas em verdades, em fatos, permitam o contraditório e respeitem a Constituição.

Um quase editorial 4

Em um estado que o ex-presidente – com as qualificações que o acompanham – obteve 70%  dos votos, o conjunto dos eleitores que fez esta escolha não deve ter sido convencido apenas pela  virtudes do escolhido, ou pela eficiência de sua campanha eleitoral. Há de ter havido “outras forças” que contribuíram para isso. E o perfil social, econômico e político de parte importante da sociedade do estado não sugere que a mídia local tenha sido exatamente imparcial durante o processo eleitoral.

Um quase editorial 5

Portanto, fazer jornalismo de esquerda é tão legitimo quanto fazer jornalismo de direita, desde que, repitamos, com honestidade, respeito aos leitores, à verdade, aos fatos e à democracia – o que esta Coluna tem feito desde sempre. Ah, formular análise de conjuntura, avaliar cenários e sugerir movimentos políticos, fugindo das recorrentes adivinhações, também são prerrogativas dos jornalistas com posições assumidas.

Lula, o hipnotizador

Pode ser uma imagem de 8 pessoas e texto que diz "AHORA DA VERDADE PRAGMATISMO PRESENTE Governadores de oposição silenciam sobre investigação de Bolsonaroe buscam Lula por obras RICARDOSTUCKERPR CUITOMORETTO GILLEONARDL/ PRENSAMG RICARDOSTUCKERT/PR Encontros Lula esteve com (em sentido horário): Tarcisio, em Brasilia Santos (SP) Castro, em Magé (RJ): ema, em Ratinho Júnior, na capital federal"

Governadores alinhados com Jair Bolsonaro (PL) evitaram falar sobre a recente operação da Polícia Federal (PF) que investigou o o ex-presidente e seu círculo por tentativas de golpe no processo eleitoral de 2022. Nas últimas semanas, Cláudio Castro (Rio de Janeiro), Ratinho Júnior (Paraná), Romeu Zema (Minas Gerais) e Tarcísio de Freitas (São Paulo), estiveram em agendas com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), com quem trocaram afagos em eventos de entrega de obras e parcerias.

Lula, o hipnotizador 2

Fechando com “chave de ouro”,  a visita que fez a Minas Gerais, Lula (PT) mostou que é um presidente de todo o Brasil e não só de esquerdistas. Lula esteve com governdores de  quatro estados que detém os maiores colégios eleitorais do país — e que são comandados por políticos que apoiam o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). 

Lula, o hipnotizador 3

No início do mês,  a convite de Lula, o presidente do Republicanos, Marcos Pereira, viajou com o chefe do Executivo federal a São Paulo. Ele acompanhou Lula durante a cerimônia de assinatura do termo de compromisso para a construção do túnel que ligará Guarujá a Santos que teve, claro, a presença do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos). Pois bem. Ao compartilhar a experiência da ‘carona’, Marcos Pereira admitiu a aliados, segundo Lauro Jardim, do jornal O Globo: “sabe aquela história que o Ciro Nogueira fala que não quer se encontrar com Lula porque ele é irresistível? Pois é, é verdade”. Com o melancólico fim de Bolsonaro, tá todo mundo tratando de fazer o L.

É carnaval

O tradicional bloco do Homem da Meia-Noite homenageou os povos originários em seu 92º desfile, em Olinda, em Pernambuco. Com o tema “Terra Indígena”, o povo Xukuru do Ororubá, de Pesqueira, no Agreste de Pernambuco, o Caboclinho Sete Flexas e o cantor Marron Brasileiro representaram a homenagem durante o desfile. O boneco que faz referência ao Homem da Meia-Noite estava com trajes com mensagens sobre a luta dos povos indígenas no Brasil, como a demarcação de terras. “Demarcação já! Salve a mata. Democracia é demarcar território. Povos indígenas diversos. Pernambuco terra ancestral” foram algumas das frases.

É carnaval 2

O prefeito de São Paulo (SP) e pré-candidato à reeleição, Ricardo Nunes (MDB), foi recepcionado com vaias durante a abertura do Carnaval, na noite desta sexta-feira (9), no sambódromo do Anhembi, zona norte da capital paulista. Ao lado da esposa, Regina Carnovale Nunes, o prefeito também ouviu gritos de “Boulos” e “Faz o L”, em referência ao pré-candidato Guilherme Boulos (Psol), seu principal concorrente em 2024, e ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). 

É carnaval 3

Na noite de domingo (11), o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), marcou presença no desfile da Beija-Flor de Nilópolis, uma das escolas de samba mais emblemáticas do Rio de Janeiro. O político, que representa Maceió, cidade homenageada pela agremiação, desfilou ao lado de membros da escola, em um evento que levantou questões sobre financiamento público, relações políticas e conexões com o mundo do jogo do bicho. A Beija-Flor, que recebeu um montante significativo de dinheiro público, no valor de 8 milhões de reais, através de emendas parlamentares, para a elaboração do enredo em homenagem a Maceió, foi muito criticada nas redes sociais. Durante o desfile, Arthur Lira foi flagrado cumprimentando Anísio Abrão David, presidente de honra da Beija-Flor, uma figura com histórico controverso no mundo do jogo do bicho, tendo sido condenado anteriormente por envolvimento com tal prática ilegal. Portanto, Lira estava em “casa”.

É carnaval 4

Completamente isolado, sem  turma da “pescaria”, o ex-presidente Bolsonaro “curte” o carnaval na Vila Histórica de Mambucaba (Angra dos Reis), ao lado dos poucos seguidores que ainda o aturam. Às vésperas de ser preso (inevitável), Bolsonaro é a expressão máxima da má política. Como diz o popular, “mentiroso que só”, Bolsonaro tem dado entrevistas, geralmente para a Record ou Jovem Pan, tentando reverter a história, afirmando que foi Lula quem planejou o golpe (contra ele mesmo) no dia 8 de janeiro de 2023.

É carnaval 5

O jornalista e vereador Everaldo Fogaça (Republicanos) recebeu uma emocionante homenagem da Banda do Vai Quem Quer, em Porto Velho (RO), que foi representado na banda por um boneco gigante. ssa homenagem foi uma verdadeira festa, cheia de alegria e emoção. A Banda do Vai Quem Quer proporcionou um espetáculo incrível, celebrando Everaldo Fogaça como um símbolo de integridade jornalística e talento, que com sua autenticidade e experiência, tem contribuído de maneira significativa para o campo do jornalismo, trazendo informações relevantes e imparciais ao público.

 

Bolsonarismo mata

Pai e filho morreram nessa quarta-feira, em Querência — Foto: ReproduçãoPai e filho morreram após um atirar contra o outro na noite de quarta-feira 7, na zona rural de Querência, em Mato Grosso, a 912 quilômetros da capital Cuiabá. A Polícia Civil registrou o duplo homicídio doloso de Reomar Pozena, 47 anos, e Mateus Pozena, 25 anos. O crime teria se desencadeado após uma discussão, segundo informou o delegado Dyonis Zanotelli, responsável pelo caso. A linha de investigação sugere que Mateus teria saído e, em seguida, voltado para casa com uma espingarda calibre 28. Ele foi surpreendido pelo pai que também estava armado com uma espingarda, essa de calibre 12, e disparou contra o filho. Mesmo ferido, Mateus conseguiu efetuar um disparo que atingiu e também matou o pai. No local do crime, os policiais apreenderam cinco armas, sendo duas registradas no nome do pai, mas todas com o registro vencido, e as outras três, incluindo as usadas no crime, ilegais. 

 

Registro

Joacy Bastos morreu em Brasília

A coluna registra o falecimento do advogado e defensor público, José Joacy Bastos, ocorrido em Brasília, onde morava. Perdeu a luta contra um câncer no fígado. Emblemático como disse o senador Confúcio Moura (MDB-RO), Joacy leva para o túmulo segredos inconfessáveis, dos tempos em que foi secretário adjunto da SECEL em Rondônia, durante o governo Jerônimo Santana.

 

(*) Roberto Kuppê é jornalista e articulista político

Informações para a coluna:  [email protected]

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