Coluna Zona Franca

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Por Roberto Kuppê (*)

 

                               Bancada Federal

Pode ser uma imagem de 3 pessoas e textoA bancada federal de Rondônia (11 parlamentares) pode ser resumida a 30% de atuantes, que fazem jus aos votos dos eleitores. Talvez seja uma das menos producentes. No âmbito do Senado Federal, apenas Confúcio Moura (MDB) diz a que veio. Nessa semana, por exemplo, Confúcio cobrou do MEC o Hospital Universitário na Unir, mais vagas para Medicina e o curso em Ariquemes. Já o senador Marcos Rogério (PL) desandou a espalhar fake news sobre o governo Lula.

Bancada Federal 2

Quem mudou da água para o vinho (ainda que Dom Bosco) foi o deputado federal Maurício Carvalho (União Brasil). De oposição ao governo Lula, passou a parceiro, já que o partido está na basa e além disso, Maurício é o coordenador da bancada de RO em Brasília.

Os desafios de Sid Orleans

Sid Orleans é superintendente do MS em Rondônia

Ao assumir a Superintendência Estadual do Ministério da Saúde em Rondônia, o enfermeiro Sid Orleans sabia que tinha muitos desafios à frente do órgão. Mas, o que lhe pareceu mais urgente era evitar a devolução de R$ 35 milhões pelas prefeituras municipais, disponíveis já há alguns anos. “Em um estado que falta recursos para tudo, é inaceitável que se devolva dinheiro da área de saúde. Por isso, fizemos um mutirão interno e uma mobilização com os prefeitos e, após um arranque inicial, nos colocamos como objetivo não devolver nenhum centavo”, afirmou Orleans. Para isso, tem sido decisivo o apoio da AROM.

Eleições municipais

Está na porta. As eleições municipais já começam a agitar o meio político em Rondônia. O ex-senador Expedito Júnior (PSD) está percorrendo todo o estado no sentido de lançar o maior número de candidatos a prefeitos. Na foto, em Nova Estrela, Rolim de moura, com vereadores e demais lideranças. A previsão é de que o partido eleja no mínimo10 prefeitos. Ousadia!

Jesualdo em Jipa

Jesualdo Pires é cotado para voltar à prefeitura de Jipa

Cresce as expectativas de que o ex-prefeito de Ji-Paraná, Jesualdo Pires (PSB), poderá aceitar o desafio de voltar a administrar a cidade que está abandonada e necessitando de um bom prefeito. Pires deixou a capital da BR só o ouro e agora não passa de uma bijouteria.

Mijoias

Falando em joias, a ex-primeira dama, Michele Bolsonaro (PL) vai lançar uma coleção de sua Mijoias. Trata-se de tornozeleiras eletrônicas de ouro cravejadas de diamantes, destinadas a dondocas envolvidas em atos anti-democráticos. De Micheque a Mijoias, os negócios do clã Bolsonoro estão de vento em popa.

Quem cala consente

O ex-presidente Bolsonaro ficou calado no depoimento que daria ontem na Polícia Federal em Brasília. Ele que vinha arrotando honestidade e inocência no caso das joias, resolveu se calar. O silêncio dele, porém, diz mais do que qualquer palavras. Na verdade, a PF já tinha as respostas. Só queria confrontar. Não precisou.

Lula 580

O atual presidente da República, Luís Inácio Lula da Silva (PT), não só enfrentou a todos os depoimentos presencialmente, como suportou sem sentir uma dor sequer, 580 dias numa cela de prisão. Era inocente, mas foi condenado. A ex-presidenta Dilma também enfrentou de cabeça erguida o impeachment ilegal. Ambos estão felizes da vida após suas inocências comprovadas. Enquanto isso que os acusou não dorme…

Começou a putaria…

O Centrão que hoje está no governo Lula, já começou a mostrar a que veio. Irmã do ministro da Comunicações, Juscelino Filho (União Brasil-MA), a prefeita de Vitorino Freire (MA), Luanna Rezende, se tornou alvo de uma operação da Polícia Federal (PF) contra supostos desvios na Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf), nesta sexta-feira (1º). Ela foi afastada do cargo por decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luís Roberto Barroso. Luanna estava no segundo mandato como prefeita. O ministro Juscelino Filho, por sua vez, é investigado no caso, mas não é alvo de mandados. Lula tem que demitir o ministro imediatamente.

Mais um general corrupto

O general de divisão do Exército Brasileiro Carlos Alberto Mansur foi exonerado da secretaria de Segurança Pública do Amazonas. A exoneração aconteceu após o general ser um dos alvos da Operação Comboio, que investiga crimes de extorsão e corrupção na alta cúpula da SSP-AM. Segundo investigações do GAECO que levaram 10 meses, o general comandava um esquema de extorsão a traficantes, com pedido de propinas e achaques semelhantes às práticas das milícias no Rio de Janeiro. Mansur estava no cargo desde agosto de 2021.

Marco temporal

Tudo indica que o marco temporal vai cair, pelo menos no âmbito do STF. Por 4×2, o julgamento da tese do marco temporal deverá ser concluído na próxima semana. No Senado Federal, a discussão do tema tem a relatoria do senador Marcos Rogério (PL-RO) que tem posição contra as terras indígenas.

Desmatamento

Falando em TI, saiu o número do desmatamento no Brasil. O Brasil perdeu 96 milhões de hectares de vegetação nativa entre 1985 e o ano passado. É o que mostra um levantamento feito pelo MapBiomas e divulgado nesta quinta-feira (31). A imagens de satélites analisadas revelaram que, em 1985, o Brasil tinha 75% de vegetação nativa. Em 2022, caiu pra 64%, o que equivale a aproximadamente 2,5 vezes o tamanho da Alemanha.

Desmatamento 2

Amazônia foi o bioma mais afetado, com uma redução de 13% de sua cobertura vegetal ao longo de 38 anos. São menos 52 milhões de hectares, quase o tamanho da França. O coordenador do MapBiomas, Tasso Azevedo Tasso Azevedo destaca que a destruição do bioma amazônico é particularmente preocupante devido aos seus impactos no ciclo de chuvas e no clima regional e global.

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Mas, porém, todavia, as terras indígenas estão entre as áreas mais conservadas, com menos de 1% de perda de vegetação nativa no comparativo de 38 anos. Para Tasso Azevedo, isso mostra o papel fundamental das terras indígenas na proteção dos recursos naturais e na prestação de serviços ecossistêmicos. Por isso essa porcaria de marco temporal deverá ser banida.

(*) Roberto Kuppê é jornalista e articulista político

Informações para a coluna: [email protected]

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