Uberização

Trabalhar com aplicativos de transportes foi a saída para milhares de brasileiros. É a nova tendência nesse momento de crise econômica e sanitária. A maioria dos motoristas de aplicativos é formada por desempregados ou profissionais recém formados que não encontraram empregos de acordo com suas aptidões. “Não tem tu, vai tu mesmo”. Ocorre que nem essa atividade foi poupada da crise. Em Porto Velho (RO), centenas deles fizeram protestos contra os aumentos constantes da gasolina. Mas, ao contrário dos protestos no governo Dilma (PT), desta vez os uberistas estão isentando o “nosso”  presidente Bolsonaro e culpando os governadores. Para eles, Bolsonaro não tem culpa nos aumentos. Como não se a política da Petrobras é a mesma dos governos petistas?

Impeachment Já!

Não dá mais para esperar. É urgente que o povo se una e cobre do Congresso Nacional e STF o afastamento imediato do presidente Bolsonaro. Por nada, tiraram a Dilma (PT). E agora com quase duas mil mortes diárias, sem vacinas suficientes, sem plano de governo para a saída da crise, com o Centrão dominando as pautas no Congresso Nacional, o que esperar do futuro do Brasil?

A mansão do terror

A compra de uma mansão no Lago Sul, bairro nobre de Brasília, pelo senador Flávio Bolsonaro (PQP-RJ), é um deboche em plena pandemia. É um escárnio, uma afronta. Uma falta total de escrúpulos. Justamente o mais investigado por corrupção do clã Bolsonaro. É a total certeza da impunidade. É claro que o presidente Bolsonaro deu aval para esta compra: “Pode comprar e deixa comigo”. E assim, desde pequenos, Bolsonaro vem ensinando aos seus filhos a arte do trambique.

Ubu rei

Em 17 de abril de 2016 na votação do farsesco impeachment contra Dilma Rousseff, Bolsonaro se tornou o Ubu rei nacional. Ubu Rei é um personagem de uma peça homônima de Alfred Jarry que data do final do século 19. Nela a personagem principal é um sujeito que quer ser rei para comer muito, matar, enriquecer ilicitamente e fazer todo tipo de maldade e grosseria que estiver ao seu alcance.

Cloroquina, não!

  1. Um painel de especialistas internacionais da Organização Mundial de Saúde (OMS) divulgou um comunicado no British Medical Journal (BMJ) nesta segunda, fazendo uma “forte recomendação” contra o uso de hidroxicloroquina na prevenção à Covid-19. A recomendação foi feita após análise de seis ensaios clínicos com mais de seis mil participantes. A cloroquina receitada pelo conceituado médico e cientista Jair Bolsonaro, muito pelo contrário, aumenta os riscos do paciente com Covid-19. Tratamento precoce é uma aberração. É tipo tomar remédio pra gripe, sem estar gripado. Ou pro fígado, com fígado sadio. Ou pra dor de cabeça sem estar com dor de cabeça. Pior, pra diarreia sem estar com diarreia.

Perseguição à Lula

Numa das mensagens da Operação Spoofing, a procuradora Laura Tessler fala em “detonar a imagem do 9”, mesmo sabendo que não tinha provas contra o ex-presidente. Lula, que perdeu um dedo num acidente de trabalho, superou dificuldades, chegou à presidência da República e deixou o cargo com 87% de aprovação popular, a maior já registrada em toda a história do Brasil, em razão do desenvolvimento econômico e social, foi também alvo de preconceito e do elitismo de procuradores federais. Mais uma evidência da parcialidade da Lava-Jato. Sem provas contra Lula, o importante era condenar o ex-presidente e destruir sua imagem pública. A procuradora ainda faz piada com mutilação sofrida por Lula em acidente de trabalho. Repulsivo!

Hospital de Guajará

Há um ano e meio das eleições de 2022, começam os movimentos pela finalização das obras do Hospital Regional de Guajará-Mirim, que já ajudou a eleger deputados, prefeitos, senadores e até o atual governador de Rondônia.

O desabafo do senador

O senador Confúcio Moura (MDB-RO), que é médico, fez um desabafo no blog dele: “Estou ficando “aporrinhado” com tanto negacionismo. Enche o saco mesmo. Todo mundo está vendo a situação que o Brasil vive nesta pandemia. Aí aparece “líder” deste país, quase ficcional, vadiando com ideias absurdas. Ainda bem que existem prefeitos e governadores responsáveis, que não aceitam a mortandade como destino, cada dia mais desafiadora. E o coronavírus prospera na irresponsabilidade de muitos. Isto tudo se vê nas aglomerações provocativas, pessoas sem máscara, na mais absurda desfaçatez. No Brasil inteiro a rede hospitalar está sufocada. Gente morrendo sem leitos nos hospitais e as famílias atormentadas clamando aos céus. Ainda bem, dou graças às decisões do STF (Supremo Tribunal Federal), que por último decidiu que prefeitos e governadores podem, também, comprar vacinas”. 

Eleições 2022

Há clima para falar em eleições 2022, com quase 260 mil mortes, sendo 2 mil por dia? Sim há. Quem nas próximas eleições o eleitor brasileiro caia na real e evite votar em candidatos que não tem projetos de vida para a população. Não votar em candidatos que só falam em matar, matar e matar. Em Rondônia, o governador Marcos Rocha (sem partido) continua seguindo a cartilha genocida de Bolsonaro, não implementando medias eficazes no combate à pandemia. Fechar “tudo” só aos finais de semana é de uma falta de responsabilidade sem tamanho. Deixar para a população se auto fiscalizar, achando que todas as normas serão seguidas, é de uma ingenuidade (ou maldade) patética.

Jesualdo Pires

Nessa crise epidêmica, um nome vem se destacando como voraz crítico aos governos federal e estadual. O ex-prefeito de Ji-Paraná, Jesualdo Pires (PSB), cresce no conceito popular, ao tecer severas críticas à Bolsonaro e ao governador Marcos Rocha.  Para Pires, tanto o presidente  quanto o governador estão alastrando o vírus com suas medidas impróprias e inadequadas. No caso do presidente, nenhuma medida, posto que nega a gravidade do vírus desde o início da pandemia. Já Marcos Rocha segue cegamente o que o chefe mandar.

Vendas de terras indígenas

Causou indignação zero (nenhuma) a reportagem documentário que a BBC Brasil realizou em Rondônia. Sem demonstrar qualquer reação, a população de Rondônia vê suas florestas serem dizimadas. Mesmo à custa da morte de tribos indígenas, o que vale é o “progresso”, o desenvolvimento, a soja. Vai chegar um tempo em que haverá muita soja e nenhuma gota de água. Mas, e daí?

Fonte: Mais Rondônia

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