Após conquistar o terceiro lugar nos Estados Unidos, Ygor Requenha vai semana que vem a Paris, na França, representar o Brasil e Rondônia.

O Rondoniense Ygor Requenha (foto) ficou em terceiro lugar em competição realizada nos Estados Unidos

Projetos feitos por estudantes brasileiros estão entre os premiados na Intel ISEF (Internacional Science and Engineering Fair ou, em português, Feira Internacional de Ciência e Engenharia), evento ocorrido entre os dias 8 e 13 deste mês, em Phoenix, no Estado norte-americano do Arizona.

No total, 12 projetos realizados por brasileiros estão entre os laureados. Além disso, sete projetos foram reconhecidos pela Organização dos Estados Americanos (OEA) como os melhores das Américas.

O jovem Luiz Fernando Borges, 17 anos, do Instituto Federal do Mato Grosso do Sul, foi um dos destaques e alcançou o primeiro lugar na categoria engenharia biomédica. Ele ainda venceu outros dois prêmios.

O projeto de Luiz Fernando é ambicioso. Ele criou um software que transforma sinais elétricos musculares do corpo de uma pessoa amputada e os envia à prótese para que um braço robótico se movimente.

Na edição deste ano, a delegação brasileira apresentou 18 projetos realizados por um total de 30 estudantes. Todos os trabalhos já haviam participado de feiras brasileiras de ciência e tecnologia, sendo que nove projetos que disputaram a 14ª Feira Brasileira de Ciências e Engenharia (Febrace) realizada em São Paulo, e outros nove foram selecionados na Mostratec, realizada em Novo Hamburgo (RS).

 

Veja abaixo todos os vencedores brasileiros:

Rafael Eiki Matheus Imamura e Laura Rúbia e Paixão Boscolo, do Colégio Técnico de Campinas  (Cotuca) de Campinas (SP)

Projeto: Yarner – estudo da utilização de tecnologias em salas de aula a favor das práticas de letramento com plataforma de criação de livros digitais interativos

  • Prêmio Inovação na Web – US$ 1.500
  • Prêmio Oracle Software de Sistemas
  • Prêmio Software de Sistemas – 4º lugar

Guilherme de Oliveira Ramos e Fabiane Kuhn, da Fundação Escola Técnica Liberato Salzano Vieira da Cunha, de Novo Hamburgo (RS)

Projeto: Sistema para Otimização de Irrigação

  • Prêmio Spie, sociedade internacional de ótica – 2º lugar – US$ 1.500
  • Prêmio Sistemas Embarcados – 3º lugar

Luiz Fernando da Silva Borges, do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Mato Grosso do Sul, de Aquidauana (MS)

Projeto: Prendendo fantasmas em robôs: um novo método de controle e design para próteses mioelétricas transradiais e rearranjo neuronal do mapa de Penfield para feedback tátil

  • Prêmio Philip V. Streich Memorial, da London International Youth Science Forum
  • Prêmio Intel ISEF Engenharia Biomédica
  • Prêmio Engenharia Biomédica
Ygor Requenha
Ygor Requenha vai à Paris semana que vem representar o Brasil de novo

Ygor Requenha Romano, da Escola Estadual Murilo Braga, de Porto Velho (RO)

Projeto: Eficiência energética aplicada em sistema renovável de tratamento de água

Carolina Rosa Kelsch e Márcia Cunha dos Santos, da Fundação Escola Técnica Liberato Salzano Vieira da Cunha, de Novo Hamburgo (RS)

Projeto: Venus – localizador vascular

  • Prêmio Engenharia Biomédica – 4º lugar

João Vitor Kingeski Ferri e Maria Eduarda Santos, de Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul, de Osório (RS)

Projeto: Palmeira Juçara: aproveitamento integral do fruto como alternativa de preservação ambiental e promoção de impactos econômicos e sociais positivos

  • Prêmio Engenharia Ambiental – 4º lugar

Maria Vitoria Valoto, do Colégio Interativa, de Londrina (PR)

Projeto: Desenvolvimento de cápsulas reutilizáveis da enzima beta-galactosidase destinadas aos intolerantes à lactose

  • Prêmio Ciência Médica Translacional – 4º lugar

O evento

A Intel ISEF é uma importante feira internacional realizada desde 1950 com o objetivo de revelar talentos em ciência e engenharia, além de apresentar projetos inovadores. Neste ano, reuniu 1.700 estudantes de 77 países.

Para participar, o estudante precisa ser selecionado em uma competição regional. Além disso, o aluno ainda não pode estar no ensino superior. No total, os jovens cientistas concorrem a mais de US$ 4 milhões em prêmios.

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