O candidato a prefeito pelo MDB-15, Williames Pimentel, lança um desafio aos concorrentes, à imprensa, e à classe política em geral: vai dar o exemplo e dispensar o que se convencionou chamar de “transição dos cem dias”, aquele período de trégua que a oposição habitualmente concede ao novo prefeito para que ele possa tomar conhecimento da realidade administrativa do município. “Vou apresentar resultados já na primeira semana” – disse ele, para acrescentar que não é candidato a aprendiz de prefeito, mas a titular do cargo. É uma tarefa para a qual se considera plenamente qualificado, com 43 anos se serviço público, dez dos quais em postos de comando no primeiro escalão da Prefeitura.

Atento à realidade do cotidiano portovelhense, que acompanha cuidadosamente desde 2016, quando disputou sua primeira eleição e obteve 35 mil votos na disputa pela Prefeitura, Pimentel conhece o abandono a que a cidade foi condenada pelo despreparo e pela incompetência de cidadãos que aqui vieram para “passar uma chuva”, sem compromisso com essa terra e sua gente. “Nasci aqui e aqui vou viver depois que deixar a vida pública. Por isso sinto indignação e revolta com esta situação. Como é que a precariedade administrativa da cidade permite, por exemplo, a continuidade – e agravamento – do caos que se instala com os alagamentos que infernizam a vida da população a cada chuva?”

Outro exemplo por ele apontado está justamente na saúde pública, com postos e unidades de saúde inoperantes, desabastecidos de medicamentos, pessoal e equipamentos, quando não largados ao abandono e totalmente sucateados. “Não é apenas, mas principalmente em função da pandemia que a saúde pública tem a obrigação de oferecer segurança ao cidadão, para que ele possa sair de casa sem medo, em busca do sustento da família. Saúde não é só tratamento de doenças, mas é também qualidade de vida, bem estar social, é geração de renda, saneamento básico, educação, dignidade. Isso é saúde integral.

E no meu governo ela é prioridade. Saúde é Tudo!”

Pimentel vai usar o período de transição, entre eleição e posse, para incorporar uma novidade ao sistema de substituição no comando da Prefeitura: a constituição de forças tarefas para trabalhar desde o primeiro dia na solução dos problemas mais críticos dos quais a cidade padece. Uma delas vai identificar e atender às necessidades dos postos de saúde que ainda estão funcionando, indicar pendências e adotar providências para atender unidades inacabadas e recuperar aquelas que foram sucateadas, para que possam imediatamente atender à população. Paralelamente, será iniciado o processo para compra de medicamentos e equipamentos imprescindíveis à sua plena operacionalização.

– Outra força-tarefa vai trabalhar na desobstrução de bueiros e bocas-de-lobo, ao mesmo tempo em que apontam as áreas que exijam a desobstrução de canais. Trabalho equivalente será realizado nas escolas da rede municipal, para a realização imediata de pequenos serviços de recuperação das instalações físicas e fornecimento de material para os procedimentos sanitários indispensáveis à prevenção da Covid. Ao mesmo tempo, serão identificadas as redes de fibra ótica instaladas pelo Estado, as infovias que o governo Confúcio implantou – para levar extensões, até os prédios escolares, – disse.

Também os distritos receberão atenção de uma força-tarefa, segundo Pimentel, para melhorar as condições de acesso e escoamento da produção mesmo no período de chuvas, coisa que já deveria ter sido realizada antes. “Da mesma forma, vamos reunir os servidores para implantar um amplo programa de melhoria no atendimento ao cidadão. Vamos instalar equipamentos para possibilitar rapidez e eficácia no atendimento. Como admitir que a morosidade na secretaria municipal da Fazenda, por exemplo, imponha uma demora de até 48 horas para cadastramento e liberação de notas fiscais avulsas? Isso tem levado muitas pessoas a buscar notas em Candeias, deixando lá a arrecadação. É inadmissível” – concluiu Pimentel.

Fonte: Assessoria

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