PORTO VELHO- Moradores da comunidade Porto Cristo, na Zona Leste de Porto Velho, estão desesperados com uma ordem de despejo que chegou nesta semana, com prazo de dez dias para desocuparem a área. Os moradores consideram o tempo curto e, devido a pandemia, muitos estão desempregados e sem condições de fazer mudança. O oficial de justiça notificou os moradores na segunda-feira (24).

Outra lamentação é que estão no local há mais de 10 anos, construíram casas e investiram o pouco que possuem em moradias. “A minha vida está aqui. A vida da minha família está aqui. Para onde vamos?”, disse um morador. “Nas eleições passadas todos os que foram eleitos passaram por aqui pedindo votos e garantiram a nossa permanência. Agora queremos essa garantia de permanecer no local”, questionou uma moradora.

Segundo a comissão de moradores, o pedido de reintegração de posse foi oficializado em 2020 e tramita na Justiça Federal, uma vez que, a área anteriormente era de propriedade de União e foi desmembrada para o município de Porto Velho, de acordo com o plano de expansão urbana. Querem a garantia de permanecer no local por ocuparem a área a mais de uma década.

Os moradores também contestam a judicialização com base em Certidão de Inteiro Teor (65.743), emitida pelo 1º Ofício de Notas de Candeias do Jamari, e por constar apenas 5 mil metros quadrados. Acreditam que a área ocupada está fora dessa margem. A certidão foi emitida em 29 de novembro 2011.

Vereador cobra providências

O vereador Everaldo Fogaça (Republicanos), cobrou hoje, 1, explicações  da SEMUR sobre a regularização de diversas áreas, dentre elas, da comunidade Porto Cristo, em vias de despejo. Ontem começou a circular um video nas redes sociais, no qual uma garota de 15 anos, de nome Evelyn, faz apelo para que as autoridades não executem o despejo, pois estarão todos nas ruas.  Evelyn é órfã de pai e a mãe cata latinhas pra prover a familia de alimentos.

 

FONTES: MAIS RONDONIA COM DIÁRIO DA AMAZÔNIA

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