Governador de Rondônia é a favor da venda direta do Etanol

PORTO VELHO- O governador de Rondônia, Daniel Pereira (PSB) está debruçado sobre uma liminar  pela 1a. Vara Cível Federal de São Paulo, que autorizou uma usina de álcool a vender etanol diretamente para os postos de combustíveis, diante da grave crise de abastecimento ocorrido no país semana passada. E que, até o presente momento, ainda persiste. Segundo as normas, o produtor não pode vender etanol direto para os postos, tendo que fazê-lo através de distribuidoras autorizadas pela Petrobras.

Uma norma da ANP impede que as produtoras de etanol sejam também as fornecedoras do produto para os postos.

Por causa da greve dos caminhoneiros, o juiz federal Marco Aurélio de Mello Castrianni, da 1ª Vara Cível, aceitou o pedido da defesa do Grupo Nova Aralco e permitiu que a companhia faça a venda direta.

Em sua decisão, o magistrado diz que a greve afetou diretamente a produção da usina. “Está a mesma, portanto, em situação de risco da própria sobrevivência”, disse.

“Mas não é só. Há uma situação emergencial, no país, de risco para a população que está desabastecida de combustível e, por consequência, também de outras mercadorias e serviços essenciais para a vida”, acrescentou na decisão.

Diante desta decisão temporária, o governador de Rondônia, Daniel Pereira vai conversar com alguns técnicos da área de desenvolvimento, e também com produtores de álcool do estado, além de acionar o Congresso Nacional, através da bancada federal de Rondônia. “O que encarece o combustível nas bombas é o atravessador”, disse o governador, se referindo às distribuidoras. Embora o álcool seja produzido no Brasil, o valor do etanol nas bombas sofre constante aumento já que o produto é atrelado à política de preços da gasolina. A própria gasolina poderia custar menos se a Petrobras cobrasse o valor do petróleo nacional. O Brasil é auto suficiente, mas segue política de preços internacionais. Cerca de 80% do petróleo consumido é produzido no Brasil. Apenas 20% é importado.

Mais RO com informações do G1

 

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