Uruguai terá segundo turno nas eleições presidenciais

O Uruguai terá 2º turno na eleição presidencial. Daniel Martínez, que ficou com 40,52 % dos votos e Luis Lacalle Pou, com 29,77%, disputarão o cargo em 24 de novembro. O candidato Daniel Martínez, da coalizão de esquerda Frente Ampla, ficou em 1º lugar, com pouco mais de 40% das intenções de voto. A coalização Frente Ampla está há 15 anos no poder.

O candidato de direita, Luis Lacalle Pou, do Partido Nacional, disputará com Martínez, e ficou com 29,77% dos votos.

A Corte Eleitoral do país afirmou que a votação foi histórica com mais de 90% de comparecimento às urnas. O horário de votação, das 8h às 19h30, é o mais longo da América Latina.

APOIO NO SEGUNDO TURNO

O candidato Guido Maníni Ríos anunciou na noite de ontem (27.out.2019) que apoiará Luis Lacalle Pou no segundo turno. Analistas acreditam ainda na formação de uma coalizão, entre blancos (do Partido Nacional, em segundo lugar nas pesquisas), colorados (em terceiro lugar) e partidários do Cabildo Abierto no segundo turno contra Martínez, que está na liderança.

No Uruguai, para ganhar em primeiro turno, é necessário obter 50% dos votos mais um.

REFERENDO

O referendo “Viver sem medo”, proposto pelo senador Jorge Larrañaga, do Partido Nacional, não alcançou os 50% de apoio necessário para ser aprovado.

O referendo, que também foi votado no domingo (27.out.2019) juntamente com as eleições gerais, tinha como objetivo uma reforma constitucional que abarcaria quatro mudanças:

  • a criação de uma Guarda Nacional, formada por até 2 mil militares, para que colaborem com as ações da Polícia no combate ao narcotráfico e ao crime organizado;
  • o cumprimento integral das penas em casos de violação, abuso sexual, assalto, extorsão, sequestro, homicídio, maltratos e tráfico de drogas;
  • a prisão perpétua para delitos de estupro, abuso sexual e homicídios de menores, assim como homicídios qualificados, podendo ser revisada após 30 anos de prisão;
  • autorização de ações de busca e apreensão noturnas em lugares onde haja fortes indícios de delitos, com prévia autorização judicial.

Para que a reforma fosse aprovada, o “sim” deveria ter maioria absoluta (50% mais um) dos votos.

(Com informações da Agência Brasil)

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