TROPA DE ELITE DA PM DE RONDÔNIA QUER SER MELHOR CONHECIDA PELA POPULAÇÃO

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A Companhia de Operações Especiais – COE da Polícia Militar, a tropa de elite da corporação, não tem planejamento diferenciado para atuar em dias de jogos da Copa do Mundo de Futebol por manter o efetivo pronto para ação imediata em qualquer circunstância. A mobilização dos policiais é instantâneo e em 40 minutos o grupo se apresenta no local da ocorrência. “Há o entendimento entre as pessoas de que nosso pessoal age com rispidez, mas a população deve saber que quando entramos em ação é porque outros meios para manter a ordem e evitar o caos já foram utilizados e não tiveram sucesso”, explica o major PM Alexandre dos Santos França, comandante da COE.

 

Segundo o major Alexandre, as ocorrências rotineiras que forem registradas durante ou após os jogos da Seleção Brasileira na Copa do Mundo continuam sendo atendidas pelo policiamento ordinário da PM, a cargo do 1º e 5º Batalhões. “A COE é uma tropa com preparo para operações de alto nível e só atua em ocorrências de alta complexidade, quando a intervenção dos meios normais da segurança pública não conseguem atender”, explica.

“A COE é mal interpretada, pois em sua área de atuação é necessário o uso meios mais ríspidos, entretanto, nossa intervenção é feita para resolver uma situação que caminha para o descontrole”, diz o major Alexandre. Ele tem um projeto social, que faz parte da filosofia de policiamento comunitário, defendida pelo comandante geral da PM, coronel PM Fernando Luiz Brum Prettz. “A meta é aproximar a comunidade da polícia, mostrar melhor nosso trabalho e contribuir para a melhoria da qualidade de vida dos moradores da zona Sul”.

Atribuições

A tropa tem como atribuição a atuação em controle de distúrbios, quando há risco de caos e desordem, quando há interrupção irregular do trânsito de veículos, ocorrências com reféns que estejam sob domínio de criminosos, com presença de explosivos de todos os tipos e quando há necessidade de combate em ambiente fechado. Também é chamada em ações contra o crime organizado quando há aparato armado, intervenções em estabelecimentos prisionais, inclusive com revista a apenados, e policiamento rural.

A formação do policial que atua o Comando de Operações Especiais é diferenciada, pois há a necessidade de manter pessoal qualificado para intervir em cada uma das atividades da área de competência do grupo. Para isto eles são formados em cursos ministrados em outros Estados e participam de treinamento intensivo, tanto individual como coletivo, para que estejam aptos a qualquer momento.

Outro fator que diferencia o policial da COE do policial das demais unidades da PM é, segundo o major Alexandre, a parte disciplinar. “Nosso pessoal tem maior compromisso moral e ético. Qualquer desvio nestes princípios pode significar seu afastamento da companhia”, diz ele.

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Social

O comando da COE tem pronto um projeto denominado Escola de Artes Marciais, que é voltado para crianças carentes de 8 a 15 anos, moradoras de bairros da Zona Sul. A concretização, entretanto, necessita de parceiros, oficiais e privados, que possam aportar os R$ 58 mil necessários. “O retorno sempre é positivo para a sociedade e para o Estado. Isto está provado em outros projetos que estão em andamento”, conclui.

Fonte
Texto: Nonato Cruz
Fotos: Ésio Mendes

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