TRIBUTO À MARIELLE- Coluna do RK- Bastidores da política nacional e regional




Roberto Kuppê, no Comitê de Imprensa do Senado, em 2006

Por Roberto Kuppê (*)

TRIBUTO À MARIELLE

A coluna do RK de hoje é um tributo à memória de Marielle Franco, a vereadora brutalmente assassinada no Rio de Janeiro, no exercício de suas funções, em defesa dos Direitos Humanos. Sim. Ela defendia os direitos humanos de todos os humanos. Porque todos têm direitos à uma vida digna, à educação, saúde e à segurança. Até preso, condenado tem direitos humanos que o protege.

MARIELLE ERA DO BEM

Sim, Marielle era do bem. Dedicou a vida ao próximo. Muito mais do que muitos religiosos (cristãos) que põem uma Bíblia debaixo do sovaco e sai por aí criticando quem não vai à igreja. Ela fazia o bem para todos, indistintamente. Ajudava sem olhar a quem. Não merecia o fim trágico que teve. Aliás, esse tem sido o fim de quem dedica a vida ao bem comum. Foi assim com Chico Mendes há 30 anos. Foi assim com a irmã Doroty Stang. Foi assim com muitos ativistas que defendiam terra para todos.

VEJA AQUI: CELEBRIDADES FALAM SOBRE ASSASSINATO DE MARIELLE FRANCO

ELEIÇÕES 2016

Durante as eleições de 2016, este colunista que vos escreve, esteve na campanha de Marcelo Freixo (PSOL-RJ) à prefeitura do Rio de Janeiro. Foram dias tensos por conta da peculiaridade do candidato. Marcelo Freixo foi o presidente da CPI das Milícias em 2011, que colocou na cadeia dezenas de policiais militares corruptos, além do secretário da segurança Pública do Rio de Janeiro (preso até hoje). Marcelo Freixo era e o é ainda, constantemente ameaçado de morte. E até hoje, Freixo só anda sob forte escolta de seguranças, a maioria PMs. Porque no Rio de Janeiro bandido não brinca em serviço.

O SUPLENTE, BABÁ

Posso não morar em Rondônia, mas, minha militância sempre esteve ligada às causas sociais. Nas eleições de 2016 estava eu ajudando na campanha de Marcelo Freixo (PSOL) à prefeitura do Rio. Ganhou Crivella (PRB), pastor da Igreja Universal que obteve apoio explícito dos traficantes e das milícias. Durante a campanha, Freixo foi proibido de adentrar nas favelas. Não pelos moradores, mas, pelos milicianos que controlam os traficantes. Conheci pessoalmente, durante a campanha de Freixo, o vereador Babá (na foto comigo) que disputava reeleição. Ficou na suplência. Sabe de quem? De Marielle Franco, a vereadora covardemente assassinada. Ele vai assumir o lugar dela. Espero que ele honre o mandato.

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OS INSULTOS CONTRA MARIELLE

Mesmo depois de morta, Marielle Franco foi insultada, ultrajada e vítima de toda sorte de mentiras, inverdades e boatos. E não foram proferidos por pessoas simples, sem cultura não! Os ataques foram feitos por pessoas de nível como uma desembargadora. Por um juiz Por advogados. Por professores universitários. O que esperar então de pessoas que não tem cultura e conhecimento?

 

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