A Bolívia voltará às urnas no próximo dia 3 de maio para eleger presidente, vice-presidente e renovar os integrantes da Assembleia Legislativa do país após as denúncias de fraude que provocaram a anulação do pleito e protestos que forçaram a renúncia de Evo Morales.

A data foi confirmada por Oscar Hassenteufel, integrante do Tribunal Supremo Eleitoral da Bolívia (TSE), que concedeu entrevista coletiva em Sucre, capital constitucional do país.

“As eleições ocorrerão no primeiro domingo de maio”, disse Hassenteufel. O pleito será oficialmente convocado na próxima segunda-feira. O TSE da Bolívia publicará também o calendário eleitoral na mesma data.

Morales venceu as eleições realizadas em outubro em primeiro turno, mas o pleito foi anulado após denúncias de fraude em favor do agora ex-presidente da Bolívia, que renunciou ao cargo por pressões das Forças Armadas. Ele afirma ter sido vítima de um golpe de Estado.

Em relatório, a Organização de Estados Americanos (OEA) disse ter “operações dolosas” alteraram a “vontade expressada nas urnas”. Os integrantes do TSE responsáveis por organizar o pleito foram processados e presos preventivamente, acusados de crime eleitoral.

A Assembleia Legislativa da Bolívia, controlado pelo Movimento ao Socialismo (MAS), partido liderado por Morales, escolheu seis dos novos integrantes do TSE. O sétimo membro foi nomeado pela senadora Jeanine Áñez, presidente interina do país, que tem esse direito garantido constitucionalmente.

Um projeto de lei para ampliar o atual mandato de Áñez e dos parlamentares bolivianos está sendo discutida no Congresso. A atual legislatura termina no próximo dia 22 de janeiro, antes da data marcada para a nova eleição.

Morales não será candidato na próxima eleição. Refugiado na Argentina, ele comandará uma reunião do MAS no dia 19 para que o partido escolha o nome que o representará no pleito.

O ex-presidente Carlos Mesa, principal adversário de Morales nas eleições anuladas, confirmou que será candidato mais uma vez. Outro nome confirmado é o de Luis Fernando Camacho, líder de protestos contra o ex-presidente do país após as acusações de fraude. Ele, porém, ainda não tem partido.

Fonte: R7

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