Três pessoas são presas no barco da prostituição no rio Madeira

Após receberem denúncias de exploração sexual de menores de idade, duas guarnições da Polícia Militar, que atuam na Operação Paz no Campo, abordaram um barco que estava ancorado às margens do rio Madeira próximo a foz do rio Jamari, região de São Carlos, em Porto Velho.

A Polícia Militar apurou que o barco era frequentemente utilizado como ponto de prostituição e que, na última sexta-feira (3), a embarcação saiu de Porto Velho com menores de idade e o barco permaneceria na região de São Carlos até segunda-feira (6).

Os policiais realizaram patrulhamento fluvial e abordaram o barco alvo da denúncia.
Gleiciane de A. R., 25 anos, se apresentou aos policiais e afirmou que era nora de uma mulher identificada apenas como Ângela, proprietária do barco, e que na ausência dela, era ela quem ficava responsável pela embarcação.

No barco estava Juliano de O. M., 34 anos, que se identificou como policial penal, informando que havia sido contratado para garantir a segurança no barco durante o período em que permanecesse ancorado em São Carlos.

As adolescentes não portavam documentos de identificação e relataram que ainda não haviam atingido a maioridade.

No barco foram encontradas uma adolescente de 15 anos, uma de 16 e duas de 17 anos. Questionadas sobre o que estavam fazendo no local, as menores disseram que Ângela, dona do barco, havia entrado em contato via celular, as convidando para viajarem até a região de garimpo.

Segundo informações apuradas pela Polícia, as menores eram usadas para atrair clientes e receberiam R$ 5 por cada dose de vodka, sendo cobrado ainda, R$ 50 referente ao aluguel dos quartos para que as meninas realizassem programas sexuais.

Foi apurado ainda, que Gleiciane controlava a liberação das chaves e pulseiras coloridas de controle de gastos que eram entregues para as adolescentes. Maria V. L. M., 20 anos, mantinha contato direto com Ângela e apresentava algumas adolescentes, ficando a critério de Ângela recrutar as que desejasse.

Ao realizarem buscas nos pertences de Juliano, os policiais encontraram cinco frascos de azougue (mercúrio), contendo um quilo cada frasco. O metal é altamente tóxico e perigoso, tanto para a saúde humana, quanto para o meio ambiente.

Além disso, foram encontradas nove caixas de citrato de sildenafila. O suspeito informou que adquiriu o azougue e o citrato em Guajará Mirim e faria a comercialização para os’ garimpeiros.

O policial penal portava uma pistola calibre .40, armamento pertencente ao acervo da Secretaria de Estado e Justiça (Sejus).

Maria e Gleiciane foram presas por exploração sexual e Juliano por crime envolvendo produto ou substância tóxica.

Os três foram encaminhados, juntamente com as adolescentes, para a Central de Flagrantes em Porto Velho.

Fonte: Rondoniagora

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