Aqui não se trata de uma mera e despretensiosa peça de ficção, mas sobre a mais pura realidade que nos cerca nestes dias assolados pela Covid-19. É fato que, não poder ficar em casa, em isolamento e distanciamento social, não é uma opção para quem trabalha em atividades essenciais, como os profissionais da segurança pública e os profissionais da saúde nos hospitais.

Não há o que os secretários estaduais que dirigem as respectivas secretarias possam fazer pelos servidores que trabalham nessas áreas, a não ser lhes fornecer adequados EPIs.
Mas, para as atividades não essenciais, que não exijam a presença física do servidor para a execução de suas tarefas, atividades que podem ser realizadas a distância, em casa, via home office, a atitude dos secretários do governador Coronel Marcos Rocha, beira a irresponsabilidade ou a uma condições psicológica doentia. Coisa característica de sociopatas, por sua evidente falta de solidariedade com seus semelhantes, os servidores públicos que trabalham no Palácio Rio Madeira, porque lhes parece faltar uma clara compreensão da gravidade da situação em relação a facilidade de contaminação que tem o vírus da Covid-19.

Aos secretários, “Todos os Homens do Governador”, parece lhes faltar também compromisso com a vida e a saúde dos portovelhenses, pois parece não perceberem que numa aglomeração diária de mais de cinco mil servidores, confinados diariamente no Palácio Rio Madeira, é certo que, mais dia menos dia, o Coronavírus vai chegar também nesses servidores que precisam ir trabalhar “para ganhar o pão de cada dia”, nas palavras do governador Marcos Rocha. E do Palácio Rio Madeira o vírus vai se espalhar para seus lares, para o restante da cidade de Porto Velho.

A falta de solidariedade e compromisso dos secretários se deve ao fato de que, ou não sabem ou se recusam em aceitar que pelo menos 30% dos Servidores, de todas as Secretarias de Estado, que trabalham com burocracia, poderiam estar realizando suas tarefas rotineiras em casa, através do que se chama teletrabalho ou home office, porque existe previsão legal para que esse forma de trabalhar possa ser assim realizada. A forma legal está normatizada no Decreto nº 21.971, de 22/05/2017, instituído no Governo Confúcio Moura, atual senador da República.

A sociedade portovelhense precisa raciocinar: se uma pequena aglomeração social com apenas 30 pessoas reunidas, a malfadada Coronafest, já foi capaz de disseminar o vírus para muitos, imagine-se então a partir de um local onde trabalham mais de cinco mil servidores, reunidos por seis horas diárias e durante cinco dias por semana. Acrescente-se o fato de que muitos desses servidores são casados com médicos e enfermeiras, ou que sejam eles mesmos os próprios servidores médicos e enfermeiros que trabalham com burocracia. Muito são os servidores que trabalham na Secretaria de Estado da Saúde, os quais trabalham também em outros locais, em dupla e até tripla jornada, atendendo noutros locais a pacientes, que podem estar doentes da Covid-19.

Não é alarmismo dizer que é questão de dias para que no Palácio Rio Madeira se tenham casos positivos ou então seus servidores sem saber ainda que estão adoecidos passem a ser transmissores do vírus, para seus familiares e para a sociedade em geral.

Além da sociedade em geral, até mesmo os empresários, que mantém negócios com o Estado, deveriam se preocupar com a possibilidade de sofrer grandes prejuízos econômicos por causa de um possível “lockout forçado” no Palácio Rio Madeira, causado pelo adoecimento em massa do servidores públicos que, aglomerados, assim possam mais facilmente adquirir o Covid-19. Se até 30% dos servidores estiverem trabalhando em suas casas, em home office, esse cenário pode não acontecer, ou se acontecer será de menor monta.

A sociedade de Porto Velho precisa ser protegida. Então não é por nada que as aulas foram e estão suspensas. É para evitar aglomerações. Nenhuma escola de Porto Velho aglomera num mesmo período mais de cinco mil pessoas. Mas isso ocorre no Palácio Rio Madeira todo dia, sob as vistas de “todos os homens do Governador”, seus secretários. E é destes, especialmente do secretário Estadual da Saúde, o médico Dr Fernando Máximo, que enquanto autoridade de saúde, deveria ser o primeiro a implantar de vez o teletrabalho, o home office, para os servidores da SESAU, que trabalham no Palácio Rio Madeira, que possam e queiram assim trabalhar, a partir de suas casas, seria assim um exemplo para os demais secretários.

A sociedade portovelhense não merece ter psicopatas no poder, que enxergam o outro apenas como um objeto útil para conseguir seus objetivos (o povo e os servidores). Se os seus secretários não o fazem deveria o Governador Coronel Marcos Rocha trocá-los e determinar que de imediato se faça a implantação definitiva do home office no Palácio Rio Madeira. A sociedade inteira merece essa ação preventiva de parte do Poder Público, afinal 30% a menos de pessoas aglomeradas no Palácio Rio Madeira pode ser, para o bem, um enorme diferencial no tocante ao enfrentamento coletivo da Covid-19.

Amar também é cuidar e “Se alguém afirmar: ‘Eu amo a Deus’, mas não amar seu irmão, é mentiroso, pois quem não ama seu irmão, a quem vê, não pode amar a Deus, a quem não vê”. 1 João 4:20

“A omissão por negligência não tem perdão”

O site fica a disposição para os que foram citados se manifestarem, se assim quiserem.

Fonte: Mais RO

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