Desde o começo de agosto, cerca de cem pessoas morreram e mais de 100 mil casas foram danificadas ou destruídas, segundo agência oficial do governo.

O Sudão declarou, neste sábado (5), estado de emergência em todo o país devido a enchentes. Cerca de 100 pessoas morreram e mais de 100 mil casas foram danificadas ou destruídas desde o começo de agosto, de acordo com a agência oficial Suna.

“O Conselho de Segurança e Defesa declara estado de emergência por um período de três meses em todo o país, e o Sudão é considerado uma zona de desastre natural”, disse a agência em um comunicado.

As chuvas e inundações bateram todos os recordes e é esperada uma elevação contínua do nível das águas”, afirma a mesma fonte.

De acordo com o último balanço da defesa civil, as enchentes deixaram 99 mortos e 46 feridos no país, sendo uma das piores catástrofes naturais em décadas.

Chuvas fazem Nilo atingir recorde histórico e causam inundações no Sudão — Foto: Ashraf Shazly/AFP

O nível do Nilo chegou a 17,57 metros. Segundo o Ministério da Água de Irrigação, o volume significa um recorde absoluto em mais de 100 anos, quando começaram as medições no rio.

As enchentes afetam 16 dos 18 estados do país e a catástrofe atinge cerca de 500 mil pessoas, segundo a Suna.

Em 1º de setembro, a ONU (Organização das Nações Unidas) declarou que estava enviando suporte, com abrigos de emergência, suprimentos domésticos, água e assistência de higiene e serviços de saúde. Mas, segundo a organização, os estoques “se esgotavam rapidamente”.

Fonte: G1

Por France Presse

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