Gilmar Mendes é o retrato do que há de pior no judiciário
Gilmar Mendes é o retrato do que há de pior no judiciário
Gilmar Mendes é o retrato do que há de pior no judiciário
O golpe está em curso e mais ativo do que nunca. Ministro do Supremo, Gilmar Mendes visitou o presidente interino Michel Temer.

 

No país da hipocrisia, as autoridades tropeçam nos erros e a população faz questão de não ver; se vê ignora. Gilmar Mendes é o relator, no TSE, do processo que analisa as contas do presidente interino Michel Temer e também da presidenta Dilma. Não deveria marcar encontros cuja agenda é desconhecida e coloca em xeque a já depauperada Justiça brasileira.

Sem falar que até as andorinhas de Brasília sabem que Gilmar Mendes tem ojeriza ao PT. Gilmar Mendes age como um juiz justiceiro que não se sente impedido mesmo com a parcialidade que lhe é peculiar.

Recentemente, ele devolveu dois inquéritos de Aécio à PGR. Leia aqui e aqui. Não custa nada lembrar que Aécio é presidente do PSDB, partido que ancora o governo golpista de Temer, este mesmo que o Gilmar foi encontrar no Jaburu.

O Palácio do Jaburu… Ou a casa da conspiração e do conchavo. Fosse o Lewandowski visitando a Dilma, já imaginou o escândalo?

No G1, a notícia de que Gilmar Mendes visitou Temer no Palácio do Jaburu:

À noite o presidente em exercício, Michel Temer, recebeu no Palácio do Jaburu o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, e que também é presidente do Tribunal Superior Eleitoral.

As assessorias de Temer e de Gilmar Mendes ainda não informaram o motivo do encontro. Gilmar Mendes é o relator, no TSE, do processo que analisa as contas de campanha da chapa de Dilma Rousseff e Michel Temer.

STF está ativo no golpe

 

Primeiro Romero Jucá, agora Renan Calheiros. Eles têm em comum, além da atuação parlamentar no mesmo partido, a capacidade de articulação, não só com seus pares no Senado, mas também com outros poderes, a exemplo do Supremo Tribunal Federal.

Conversas gravadas pelo ex-presidente da Transpetro, Sérgio Machado, que já foi senador pelo PSDB, revelam que os senadores peemedebistas Renan e Jucá mantiveram intensos contatos com os ministros do Supremo para discutir os passos da deposição da presidente eleita Dilma Rousseff.

Num dos trechos divulgados na semana passada pela Folha de S. Paulo, Renan, ao falar sobre os ministros do STF, disse que “todos estão putos com ela”, isto é, com a presidente da República.

Por quê? Qual motivo republicano ou não republicano da ira dos homens da toga com Dilma? Somente o presidente do Senado poderia nos contar…

Noutra gravação de Machado, Jucá também afirmara que havia mantido conversas com “ministros do Supremo” para deter a Lava Jato, sem, no entanto, nominá-los.

É bom deixar claro que não são apenas Jucá e Renan que dizem ter relações promíscuas com o impoluto Supremo. Em novembro do ano passado, o então senador Delcídio do Amaral foi flagrado em gravações – olha aí a coincidência! – onde citava nominalmente quatro magistrados da corte máxima.

Delcídio, logo depois, disse que se tratava de bravata. No entanto, acabou preso e cassado pelo Senado na véspera da votação do impeachment.

Ao comparar suas gravações com as de Jucá (ele ainda não sabia das de Renan), o ex-senador disse que elas pareciam “brincadeira” de criança.

O diabo é que não é só o STF que está sob suspeição. A Procuradoria-Geral da República, comandada pelo procurador Rodrigo Janot, também é apontado como sócio do golpe de Estado.

Definitivamente, não há isenção tanto do Senado quanto do STF para julgar o impeachment da presidente eleita Dilma Rousseff. O mais plausível, nesse caso, é anular todo o processo e devolver a cadeira para quem realmente pertence, ou seja, para quem foi escolhida pelo voto popular.

 Por Esmael Morais e Mais RO
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