Sipam e entidades debatem cheia do rio Madeira em 2016

cheia1A nona reunião para debater ações conjuntas sobre o período de cheia nos Estados do Acre e Rondônia foi realizada pelo Sistema de Proteção da Amazônia (Sipam), Centro Regional de Porto Velho, no dia 03 de dezembro.  Denominado Pré-Cheia 2016, o evento deste ano teve como tema “Modelagem Hidrológica a Serviço da Defesa Civil”. Participaram representantes do Cenad (Centro Nacional de Gerenciamento de Riscos e Desastres), Cemaden (Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais), CPRM (Serviço Geológico do Brasil), Ministério Público de Rondônia (MP-RO), IMC (Instituto de Mudanças Climáticas do Acre), CAERD (Companhia de Águas e Esgotos de Rondônia), UHE Jirau e Santo Antônio Energia, defesas civis estaduais (Rondônia e Acre) e municipais (Rio Branco e Porto Velho).

Exibindo Pré-Cheia 2016  (6).JPGcheia2O meteorologista do Sipam, Carlos Querino, fez a apresentação do Boletim Climático da Amazônia para o trimestre dezembro de 2015 a fevereiro de 2016. Ele apresentou a influência do fenômeno El Niño sobre a região, que trouxe e deverá manter um período mais seco e com temperatura ligeiramente acima da média em toda Rondônia e parte do Acre, enquanto o leste acreano foi mais chuvoso que a normal climatológica dos últimos meses. O aquecimento diferenciado nas águas dos oceanos Atlântico e Pacífico deve continuar modelando o tempo até meados do próximo ano e com isso os dois estados podem receber menos umidade.

Para a Coordenadora Operacional do Sipam, Ana Cristina Strava, que apresentou os produtos já oferecidos Centro Regional de Porto Velho aos órgãos de defesa civil, é necessário avaliar os possíveis cenários para a próxima subida das águas nos rios Madeira e Acre. “Na Amazônia estão ocorrendo eventos extremos cada vez mais rigorosos, o que pode ser causado pela conversão da floresta, e que também influencia nas águas subterrâneas”. Por outro lado, Ana Strava ainda explica que prever a cota que o rio atingirá nos meses de fevereiro/março com tanta antecedência ainda não é possível, tendo em vista a bacia do Rio Madeira ser superior a 900 quilômetros quadrados de extensão, passando por toda a Bolívia, parte do Peru, Mato Grosso e Rondônia. Daí a importância do debate entre as entidades sobre os melhores modelos de acompanhamento.

Os estudos de modelos hidrológicos e hidráulicos para as bacias dos Rios Madeira e Acre foram apresentados pela CPRM (Joana Pinheiro) e Cemaden (Conrado Rudorff e Márcio Morais), com objetivo de desenvolver melhores sistemas de previsão e de calibração dos dados. Já no período da tarde, as defesas civis nacional, estaduais, e municipais debateram e fizeram encaminhamentos de planejamento para a próxima cheia, demonstrando preocupações dos órgãos presentes na prevenção. “Os pontos discutidos serão encaminhados de forma a apoiar a confecção dos planos de contingência para o próximo período de cheia”, apontou Ana Strava.

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