O Secovi – Sindicato da Habitação – não acredita no aumento da inadimplência no setor imobiliário, depois que o governo elevou o valor máximo de compra de imóveis com recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) de R$ 500 mil para R$ 750 mil nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais e no Distrito Federal.

“Não há temor quanto ao risco de inadimplência, porque este índice está muito baixo, de acordo com dados do Banco Central. Outro aspecto que deve ser destacado é que 42% das vendas de imóveis novos na Capital têm sido de unidade acima de R$ 500 mil. Logo, o aumento do limite vai beneficiar as famílias que estavam deixando de financiar o imóvel com taxas de juros melhores em razão do desenquadramento do valor de mercado do imóvel com o teto anterior do SFH de R$ 500 mil”, analisa o presidente do Secovi-SP, Claudio Bernardes.

No primeiro semestre, a inadimplência no setor imobiliário foi de 1,9%, alcançando patamar ainda menor (1,3%) nos contratos com cláusula de alienação fiduciária. “A prevalência dos financiamentos imobiliários é de unidades para primeira moradia e o LTV (percentual do valor do imóvel que é financiado) é de 65%, sendo que o máximo é de 80%. Além disso, os bancos são conservadores na concessão do crédito para manter a saúde de todo o sistema”, finalizou.

Segundo dados do Banco Central, em agosto, o saldo do crédito para a compra da casa própria ultrapassou, pela primeira vez, o crédito pessoal. Foram R$ 314,896 bilhões em financiamentos imobiliários contra R$ 311,515 bilhões em crédito pessoal, incluindo operações consignadas em folha de pagamento.

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