Servidores da saúde fazem greve em Porto Velho — Foto: Jheniffer Núbia/G1

Parte dos servidores da saúde entrou de greve em Porto Velho nesta terça-feira (17). Durante o dia, grupos fizeram manifestos pacíficos na frente do Hospital de Base e João Paulo II.

Nos dois pontos, os servidores levaram carro de som e muitos cruzaram os braços. A categoria afirma que está mantendo os 30% de servidores exigidos por lei nas unidades hospitalares.

Segundo os Sindicatos dos Enfermeiros e dos Servidores Administrativos, a paralisação é por conta do atraso na entrega do plano de carreira cargos e salários do governo na Assembléia Legislativa. Isso deveria ter acontecido até 1° de setembro.

Os representantes dos sindicatos informaram que há uma negociação que já dura um ano. Ressaltaram ainda que as regionais do interior também estão com paralisação.

Em nota, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) informou que repudia o movimento realizado durante a pandemia e que a negociação do plano de carreira cargos e salários já está avançada.

Confira a nota na íntegra:

“A Sesau repudia o movimento grevista em plena pandemia, sem motivo justo. A greve pode interromper negociação do PCCR que já estava avançada.

Sobre o PCCR

O Governo do estado de Rondônia continua trabalhando arduamente para a elaboração e aprovação do PCCR da saúde. Foi contratada uma empresa com Know How para a realização do estudo do mesmo e, apesar do atraso causado por conta da pandemia, a Secretaria de Saúde vai cumprir o cronograma de entrega do produto final aos sindicatos até dia 10 de janeiro de 2021.

Vele lembrar que existe a Lei Federal 173 que proíbe qualquer reajuste salarial, majoração de remunerações e, inclusive, a implantação de PCCR até janeiro de 2022.

O governo de Rondônia entende as necessidades da categoria que sofre há quase duas décadas lutando pelo plano de carreira, tem todo interesse em implantar este PCCR da saúde.”

Fonte: G1
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