Seremos governados por corruptos, psicopatas e palhaços

são Paulo, SP 17 de Abril de 2015. BRASIL ECONOMICO. Na foto o Vice presidente Michel Temer. Foto: Murillo Constantino
Vice presidente Michel Temer. Foto: Murillo Constantino

Uma semana antes da votação do impeachment na Câmara dos Deputados, os parlamentares já sorriam de orelha a orelha. Durante a votação a certeza que iam vencer era tanta que os golpistas não escondiam a alegria no corredor polonês que fizeram no trajeto até ao microfone. A cada “sim” era comemorado como se fosse um gol de pênalti. A razão de tanta alegria, foi justificada pela descoberta feita por Ciro Gomes: Eduardo Cunha comprou 250 deputados.

O ex-ministro Ciro Gomes disse que o sistema político brasileiro está em colapso e que o país passa por um vácuo de poder. “Esse vácuo é substituído por interesses pessoais, um movimento de ascensão pentecostal e ladroeira. Eduardo Cunha não virou presidente da Câmara – sendo o bandido que é – por acaso. Ele comprou 250 deputados”, disparou. A declaração de Ciro Gomes foi feita durante as participação no Brazil Conference, evento promovido pela Universidade Harvard e o MTI.

Agora imagina um País governado por Michel Temer (PMDB-SP) e tendo como vice natural, o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

Agora imagina a qualidade dos bobos da côrte: Bolsonaro, Marcos Feliciano, Silas Malafaia, Lobão, Alexandre Frota, Kim Katakokim, Janaína Paschoal (a da pomba gira), isso só para citar alguns. Estas figuras no futuro, serão estudadas por psiquiatras.

Lado bom

Mas, não há mal que não traga um bem. Por um lado, seria ótimo, excelente o golpe dar certo (e vai dar se Deus quiser), porque Michel Temer terá dois anos apenas para consertar o País. Não vai conseguir. Terminará o governo desgastado, impopular e sairá pelas portas dos fundos e nunca mais será eleito nem para síndico de prédio. Por outro lado, vitimado pelo golpe, o PT lança Lula candidato da salvação do Brasil. E ganha! Isso, claro, se forças ocultas não o trancafiarem nas masmorras como fizeram com  Edmond Dantès, o Conde de Monte Cristo.

Uma história de esperança
“O Conde de Monte Cristo” é uma das mais belas obras de Alexandre Dumas, o mesmo autor de “Os três mosqueteiros”. O livro, escrito em 1845 e ambientado na França, narra a história de Edmond Dantès, um rapaz inocente, vítima de uma traição, que passa anos na prisão arquitetando sua vingança.

Apesar de levar uma vida simples, Edmond era feliz com o pouco que tinha: o pai, o trabalho e o amor. O jovem oficial da marinha era honesto, sincero e apaixonado por sua noiva, Mercedes. Sua ingenuidade fez com que se tornasse uma presa fácil nas mãos de Fernand, Danglars e Villefort, que revelaram-se grandes inimigos. Com um plano muito bem articulado, usaram de todos os artifícios para jogá-lo na prisão.

Dantès amargou longos anos no temido Castelo de If, considerado a maior fortaleza existente na época. Com o passar do tempo, assustado com o curso que sua vida tomou, abandona tudo que sempre acreditou sobre o que é certo e errado, e se consome em pensamentos de vingança contra aqueles que o traíram. Penou quinze anos no cárcere, em companhia do abade Faria, que logo tornou-se um grande amigo. Com ele, Dantès aprendeu diversas artes e línguas, e ainda recebeu de suas mãos um mapa de um tesouro escondido na Ilha de Monte Cristo.

Depois de várias tentativas, o jovem consegue escapar da prisão e ir de encontro a imensa fortuna que o abade lhe apontara. Assim, transformou-se no misterioso e riquíssimo Conde de Monte Cristo, disposto a tudo para vingar-se daqueles que roubaram sua vida, seus sonhos e sua juventude.
Ao voltar para seu mundo, Dantès faz inúmeras descobertas. Muitas vezes,pensa em desistir da vingança e render-se ao perdão. Em outras, age com uma astúcia cruel, se envolvendo com a nobreza francesa e destruindo sistematicamente os homens que o manipularam e o aprisionaram. Suas atitudes e emoções contraditórias geram uma série de questões éticas, incentivando o leitor a julgar e, até, condenar suas ações.
“O Conde de Monte Cristo” é um verdadeiro tratado sobre as relações humanas. O livro mostra até onde um homem é capaz de ir para alcançar seus objetivos, sejam eles bons ou maus, justos ou não. Compartilhamos toda a dor do personagem mas, em alguns momentos, nos indignamos com suas ações.
Dentre todas as lições que aprendemos com o livro, existe uma que contém toda a essência desta obra. Dumas nos revela que “só os que padecem um extremo infortúnio estão aptos a usufruir uma extrema felicidade”, e nos deixa a esperança de que dias melhores sempre virão.

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