Carreata pediu abertura do comércio em Porto Velho

PORTO VELHO- O prefeito de Porto Velho (RO), Hildon Chaves (PSDB), não tem saída. Deverá decretar lockdown mesmo que essa decisão radical custe uma possível reeleição. É o que o Mais RO apurou nos bastidores. Chaves que ainda não decidiu se vai à reeleição, não estaria preocupado com as consequências pessoais, mas, com a população. Porto Velho tem cerca de 12.350 e 341 óbitos. E aumentando dia a dia numa progressão assustadora. Nas últimas 24 horas, de sexta (26) para sábado (27), foram 306 novos casos em Porto Velho.

Ontem, sábado, uma carreata, ainda que fraquinha, percorreu pelo centro da capital pedindo ao prefeito que não decretasse lockdown. Para decretar lockdown, porém,  o prefeito Hildon Chaves tem o apoio de várias entidades como Cremero, MP, MPF, CUT, OAB, Ministério Público Estadual, Conselho Municipal de Saúde, Conselho Estadual de Saúde e parte considerável da população.

Muitas capitais como Belo Horizonte (MG) voltaram atrás da flexibilização do isolamento e vão decretar lockdown nessa segunda-feira. São Paulo e Rio de Janeiro que também flexibilizaram estudam possibilidade de endurecer medidas de isolamento devido ao aumento dos casos.

O juiz Edenir Sebastião, da 2ª Vara de Fazenda Pública marcou para esta segunda-feira, 29, uma audiência entre o governador de Rondônia, Marcos Rocha e o prefeito Hildon Chaves para decidir sobre o pedido, feito pela Procuradoria Geral do Município, exigindo que o governo decrete lockdown para combater o coronavírus.
Além do governador, o magistrado determinou a intimação do Presidente do Tribunal de Contas do Estado de Rondônia, Representante do CREMERO, bem como da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado.
A audiência será por videoconferência. E provavelmente, Porto Velho deve registrar mais uns 200 novos casos até que sejam adotadas as medidas exigidas pelo prefeito.

Morte de servidor da Semusa

O servidor da Semusa, Augusto Cesar Ribeiro, faleceu na sexta-feira (26), vítima da Covid-19. Augusto era funcionário do município desde 2012, atuava como Agente Comunitário de Saúde na USF São Carlos, distrito onde também morava.

Fonte: Mais RO

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