Rondoniense com saúde fragilizada: grevistas de fome passam a fazer uso de camas hospitalares e cadeiras de roda

0
388
Zonalia, do MST/RO, de Ariquemes


BRASILIA-Ao 19º dia em Greve de Fome por Justiça no STF, os sete grevistas – Frei Sérgio Görgen e Rafaela Alves (do Movimento dos Pequenos Agricultores – MPA), Luiz Gonzaga, o Gegê (da Central dos Movimentos Populares – CMP), Jaime Amorim, Zonália Santos (MST/RO, de Ariquemes) e Vilmar Pacífico (do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra – MST), Leonardo Soares (do Levante Popular da Juventude)  – se encontram com a saúde bastante fragilizada e passam a fazer uso de camas hospitalares para seu repouso e de cadeiras de rodas nos deslocamentos.
Entre os grevistas há os que já perderam 10 kg nestes dezenove dias sem se alimentar. A glicemia, que é o açúcar no sangue tem tido alterações constante, assim como tem sido frequente quedas da pressão arterial e da temperatura corporal, fatores que tem deixado a Equipe de Saúde da Greve de Fome em alerta permanente.

“Os sete grevistas estão cada vez mais debilitados, vulneráveis a qualquer tipo de infecção viral ou bacteriana, pois a imunidade em todos eles, está bastante baixa”, explica a Médica de Família e Comunidade, Maria da Paz Feitosa Sousa que integra a equipe de saúde da Greve de Fome. “Devido a estas fragilidades é que os manifestantes passam a fazer uso das cadeiras de rodas e das camas hospitalares”, completa a médica.
“As dores musculares tem aumentado de forma constante, e aqui, é preciso lembrar que o coração, estomago e intestinos também são considerados músculos. Ontem mesmo, todo os grevistas receberam cuidados como a acupuntura, por conta destas dores”, relata o Dr. Ronald Wolff, integrante da equipe especializada que acompanha os grevistas.

“Conseguimos reverter a questão da pressão e a partir de agora, mais ainda, a imunidade deles ficara mais baixa, então aumenta o risco de infecções, por esta questão estamos restringindo ainda mais o contato físico com muitas pessoas”, lembra a profissional.
Conforme Wolff, “a fadiga, cansaço, cefaleia e a perda de peso continuam aumentando. Todos já apresentam quadros de hipotensão que é a diminuição da pressão arterial, e alguns, começam a apresentar sintomas de hipotermia, ou seja, começamos a senti-los mais frios, isso é um forte sinal dos 19 dias sem se alimentar”, alerta o médico que está acompanhando a quarta greve de fome em sua carreira profissional.

A equipe saúde da Greve de Fome por Justiça no STF é composta por profissionais da Rede de Médicos e Médicas Populares, fitoterapeutas, psicólogos, massagistas, massoterapeutas, acupunturistas, fisioterapeutas e reikianos todos tem acompanhados os sete grevistas de forma voluntária.

Por Adilvane Spezia | MPA e Rede Soberania
Equipe de Comunicação da Greve de Fome

📸Foto: Adilvane Spezia | MPA e Rede Soberania

Facebook Comments