Rondônia registra aumento de 147% nos alertas de desmatamento em maio

Estado faz parte da lista de unidades federativas mais prejudicadas no mês, de acordo com o Deter; Pará, Mato Grosso e Amazonas também aparecem

Amazônia registrou alertas de desmatamento e degradação em 2.039,77 quilômetros quadrados (km²) de floresta entre os dias 1º e 31 de maio no acumulado de 2020/2021. Rondônia é, em termos proporcionais, o estado mais atingido.

O montante no bioma representa aumento de 120% em relação ao mesmo período no acumulado anterior, de acordo com o sistema Deter do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Foram 5.843 avisos emitidos contra 2.455 em 2019/2020.

queimadas-amazonia-fogo-rondonia-incendio-machado-do-oeste (Foto: Beethoven Delano/Ed.Globo)
Áreia desmatada e queimada em Machadinho d’Oeste, município de Rondônia. Na foto, vegetação seca e restos de troncos queimados ao chão evideciam a passagem do fogo pelo local (Foto: Beethoven Delano/Ed.Globo)

Diante do acréscimo relevante, inclusive no início de período da seca — o que faz aumentar o risco de queimadas nos meses seguintes —, chama a atenção que em ambos os anos a ordem dos estados mais degradados segue a mesma: Pará, Mato Grosso, Amazonas e Rondônia.

Em termos proporcionais, Rondônia é o território que mais teve avisos de desmatamento e degradação emitidos. Apenas em maio, foram 259,69 km² suprimidos ante a 105,29 km² no período anterior. Isso representa aumento de 147% no acumulado de 2020/2021 em comparação a 2019/2020. Em seguida, os maiores registros foram em Mato Grosso (140%), Amazonas (125%) e Pará (104%).

Também em Rondônia, no último mês, foi deflagrada pela Polícia Federal a operação Wood Land para combater extração ilegal de madeira em território indígena. E em 2020, no Estado, foi registrado o segundo maior aumento no número de conflitos por terra na região Norte, com 133 ocorrências – 62% a mais do que em 2019, segundo dados do Centro de Documentação Dom Tomás Balduino (Cedoc), mantido pela Comissão Pastoral da Terra (CPT).

Ao analisar o desmatamento apenas no mês de maio de 2021, o Pará lidera o ranking. Foram perdidos, ainda segundo o Deter, 765,35 km² de vegetação, incluindo também a degradação – o que significa não apenas a perda física de floresta, mas os desdobramentos para o ambiente em geral. Mato Grosso (538,79 km²), Amazonas (415,12 km²) e Rondônia (259,69), mais uma vez, seguem na lista dos mais degradados.

É também no Pará a maior supressão de vegetação dentro de áreas de preservação, com base nos alertas emitidos por satélite. Foram 61,56 km² desmatados na Unidade de Conservação da Floresta Nacional do Jamanxim, na região da rodovia BR-163. As cinco Unidades de Conservação que registraram mais avisos ficam no Estado, mas são todas de responsabilidade federal.

Com a chegada do período seco na região, os estados já se mostram alertas com o risco de queimadas, que têm atingido principalmente a Amazônia e o Pantanal em anos passados. No mês de maio, foram 829 focos de queimadas registrados no bioma amazônico, segundo o Programa Queimadas, do Inpe.

Fonte: Globo Rural

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