RODOVIA ‘DESAPARECE’ APÓS ENCHENTE EM PORTO VELHO

MADEIRA_04O nível do rio Madeira – contrariando previsões de 19,80 metros feitas no início do mês pelo Sistema de Proteção da Amazônia (Sipam) – segue baixando gradativamente no norte de Rondônia.
A enchente recorde, jamais registrada ao longo de toda a sua extensão entre a fronteira com a Bolívia e a divisa com o estado do Amazonas, afetou mais de 20 mil pessoas somente no município de Porto Velho, além da área urbana e 11 distritos.
Centenas de famílias ainda seguem desabrigadas estando alocadas em barracas construídas pela Defesa Civil.
No dia 30 de março, o nível do rio Madeira atingiu o ápice com 19,74 metros, muito superior aos 17,52 metros verificados até então na maior cheia da história de Rondônia em 8 de abril de 1997.
A repercussão da enchente do rio Madeira obteve fins eleitorais, onde a imprensa de grande repercussão talvez não tenha se atentado ao verdadeiro caos que se instalou em Rondônia nesse início de ano.
Por mais de 60 dias, vários trechos da rodovia federal BR-364 ficaram completamente inundados entre Porto Velho e Rio Branco, no, Acre, o que provocou o desabastecimento em cadeia de alimentos e combustíveis na capital acreana e demais municípios daquele estado.
Nesta terça-feira (15), embora ainda bastante elevado, com 18,88 metros e acima da cota de alerta para enchente que é de 16,68 metros, os estragos começaram a ser notados em trechos da BR-364 entre os distritos de Nova Mutum e Jaci Paraná.
O asfalto da mesma praticamente desapareceu com a cheia do Madeira, além de acostamentos e galerias pluviais.
Além de esperarem por longas semanas devido ao bloqueio da mesma, agora os motoristas de caminhões que seguem para o Acre enfrentam péssimas condições de trafegabilidade em uma rodovia federal esquecida pelo governo federal, a quem tanto aliena a população com suas obras de infraestrutura que não saem do papel.

Fonte: De olho no tempo

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