RK entrevista Vinícius Miguel, candidato ao governo de Rondônia pela Rede

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Após a convenção partidária, ocorrida na última sexta, o jornalista Roberto Kuppê, do Mais RO, fez uma rápida entrevista com o candidato ao governo de Rondônia,  aprovado pela Rede Sustentabilidade, Vinicius Miguel.

Vinicius Miguel é professor na Universidade Federal de Rondônia. Também tem experiência como advogado e pesquisador na área de ciência política.

Mais RO: Você mencionou princípios e diretrizes para o programa de governo. Pode falar sobre eles?

Vinicius Miguel: Sim, são as linhas gerais do que pretendemos levar para o diálogo durante a campanha. Eu apontei inicialmente, três áreas estruturantes para as políticas do Governo, sendo a primeira a “Paz e Segurança”, para uma Rondônia que ostenta vergonhosos índices de violência. Uma segurança que respeite e valorize o policial e lhe dê condições dignas de servir. Outro aspecto é a “educação”, uma educação ética e cívica, uma educação para a paz, que seja a base de uma nova sociedade. A terceira área é “saúde”, que seja uma política social efetiva, preventiva e humanizada.

Mais RO: Você também falou em uma outra forma de gestão. Fale sobre isso.

Vinicius Miguel: Claro. Registramos que para o Estado, temos que pensar em Economicidade, mas não austeridade como simples redução de gastos. É outra lógica que temos que buscar: como gastar melhor, a partir de racionalidade administrativa, de uma gestão pública que combata desperdícios a partir de critérios de transparência e de técnicas, assegurando mais eficácia à Governança Pública. Nessa mesma perspectiva, Estado sustentável. E, então, podemos pensar em um Poder Público que promova a Sustentabilidade, com desenvolvimento em suas dimensões (econômico, social, humano) e progresso social (um desenvolvimento includente e desconcentrador), onde possamos aproveitar os recursos naturais de modo racional e à serviço do presente e do futuro.

Mais RO: Como você e a REDE Sustentabilidade pretendem enfrentar as eleições com poucos recursos?

Vinicius Miguel: Gosto de lembrar que podemos ter poucos recursos financeiros de fundo público partidário. Todavia, os demais, só tem dinheiro. Nós temos bons aliados, temos estratégias e propostas. Nisso, é essencial pensar que o eleitorado também está mudando e peças publicitárias caríssimas já não surtem o mesmo efeito que antes. Também temos a dispersão da informação via internet, em que cada eleitor se torna um produtor de conteúdo e pode contribuir, nas redes sociais virtuais, com sua opinião, quebrando certo monopólio da imprensa. Então, pretendemos fazer uma caminhada tranquila e, com serenidade, ir à campanha com apoiadores voluntários.

 

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