Rio Madeira beira 18 metros em Porto Velho

Foto: Defesa Civil/RO
Foto: Defesa Civil/RO

Uma enchente sem precedentes. Assim está sendo tratada pelas autoridades de Rondônia, a maior cheia da história de Porto Velho. Nunca, em mais de 50 anos de monitoramento, o rio Madeira subiu tanto e ainda assim durante um mês de fevereiro.
O histórico de cheias da capital de Rondônia mostra que normalmente, o ápice ocorre entre os meses de março e abril, mas 2014 está sendo considerado o primeiro ano de “testes” após a construção das hidrelétricas de Jirau e Santo Antônio, que continuam armazenando grande volume de água.
Na tarde de quinta-feira (20), a régua da estação telemétrica operada pela Agência Nacional de Águas (ANA) acusou nível de 17,91 metros, acima da marca histórica até então registrada em abril de 1997, 17,52 metros.
O fato de o rio Madeira subir alguns centímetros a mais a cada dia impacta diretamente a população de toda a região, onde as águas já avançam para mais de 300 quilômetros de distância do leito pela grandeza e a capacidade de fluxo de água do Madeira.
O governo do estado de Rondônia reconheceu o decreto de situação de emergência em Porto Velho e nos municípios de Guajará-Mirim e Nova Mamoré, atingidos pelas cheias dos rios Araras e Mamoré, que por sua vez desaguam no Madeira.
Bombeiros da Força Nacional foram solicitados para atender à demanda de pessoas que estão saindo de suas casas. Vários distritos de Porto Velho estão isolados, sem energia elétrica, combustível e alimentação e até mesmo áreas preparadas para abrigar os afetados pela cheia do rio Madeira, também já foram inundadas.
Os dados da Defesa Civil apontam que mais de 1.300 pessoas já estão desabrigadas em toda a região. O nível de inundação atingiu a marca número dois, numa escala de um a três, o que significa que a situação pode ser de desastre nos próximos dias, com o possível decreto de calamidade pública.
A expectativa é de que até o fim de semana, o nível do rio ultrapasse os 18 metros, onde áreas do Centro de Porto Velho poderão ficar completamente alagadas, inclusive prédios públicos.

Fonte da informação: De Olho No Tempo Meteorologia

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