Queiroz e família desmoralizam o Ministério Público do Rio de Janeiro




Ministério Público do Rio informou por meio de nota que poderá quebrar os sigilos de Fabrício Queiroz, ex-assessor do deputado estadual Flavio Bolsonaro, e de seus familiares.

A medida foi anunciada depois que a mulher do ex-auxiliar do deputado, Márcia Oliveira Aguiar, e duas filhas dele, Nathalia e Evelyn de Melo Queiroz, também ex-integrantes do gabinete do parlamentar, não compareceram para depor conforme agendado pelo MP.

“O MPRJ tem informações que permitem o prosseguimento das investigações, com a realização de outras diligências de natureza sigilosa, inclusive a quebra dos sigilos bancário e fiscal”, diz a nota do MP.

E acrescenta: “O não comparecimento voluntário e deliberado reflete, neste momento, uma opção dos envolvidos, sendo certo que o direito constitucional à ampla defesa também poderá ser exercido em juízo, caso necessário”. A nota do MP é desmoralizante e órgão parece incapaz de se quer ouvir as pessoas envolvidas no escândalo.

Outro a se esquivar do depoimento é o próprio deputado Flávio Bolsonaro, filho do presidente recém-empossado. Apesar de dizer que está à disposição da Justiça, Flávio não confirmou que vai comparecer ao depoimento marcado para o próximo dia 10.

Até agora, o MP não conseguiu ouvir os principais envolvidos no caso do Bolsogate. Todos estão soltos. O relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) apontou que Queiroz movimentou, de janeiro de 2016 a janeiro de 2017, R$ 1,2 milhão em uma conta. Para o órgão, a movimentação é suspeita, pois os valores são incompatíveis com a renda do motorista da família Bolsonaro.

Desses valores movimentados por Queiroz, R$ 24 mil foram depositados em uma conta da primeira-dama, Michele Bolsonaro, que de acordo com Bolsonaro é parte do pagamento de um empréstimo feito com ele pelo motorista.

Justificativa

A defesa das filhas de Queiroz informou que suas clientes não compareceram para prestar depoimento porque o Queiroz passou por uma cirurgia no Hospital Albert Einstein, em São Paulo, para a retirada de um câncer. A pergunta que circula nas redes é: quem pagou a conta do hospital para o motorista. (Do 247)

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